Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/09/2020
Na obra Utopia, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que o tabagismo apresenta barreiras para chegar ao fim, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do desdêm governamental, quanto do silêncio da mídia com relação ao tema, e traz consequências como traumas e dificuldade de socialização.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o tabaquismo deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que caibam tais recorrências. Segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse contexto, devido à falta de atuação das autoridades, o descuido com o tabaco implica em péssimas consequências, segundo o Instituto Nacional do Câncer, o tabagismo é a terceira maior causa de morte, que pode ser evitada no mundo, entre esses muitos são fumantes passivos, outro problema é o vício causado pelo tabaco. Portanto, a negligência do governo com relação à problemática, por exemplo, permitindo que se comercialize essa substância por um preço ínfimo, causa um enorme prejuízo à população.
Ademais, é imperativo ressaltar que o problema é agravado pela má influência da mídia. Conforme Pierre Bourdieu, um instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influência na consolidação do tabaquismo, tratando de forma silenciada os desafios para combater tal adversidade. Diante dessa banalização da mídia no assunto, agrava-se outro problema, a influência histórica tanto nos rituais antigos dos índios como o uso exacerbado no século passada, passa a ser visto como algo de luxo. Tais preocupação seria evitada com um melhor papel do governo e da mídia.
Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Destarte, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs também especializadas devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre os uso do tabaco, no contexto brasileiro. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá, com relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo desses surtos, e a coletividade aproximará da realidade descrita por More.