Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/09/2020
Na concepção de Thomás Hobbes, filósofo inglês,”o homem é o lobo do homem”. Sendo assim, mesmo após a implantação da Lei Anti-fumo no Brasil- a qual restringiu o uso de cigarros em ambientes coletivos e fechados- o número de usuários deste produto nocivo permanece expressivo. À isto, justifica-se pela remanescência de idealizações frente ao uso, além do engajamento midiático insuficiente para atingir aos dependentes.
Constata-se , a princípio, uma vanglorização histórica à nicotina, exibida em filmes, comerciais novelas como algo charmoso,e, de certa forma, elitizado. No presente, portanto, notam-se as tentativas dos órgãos de saúde para desvencilhar esse modo de pensar de jovens e adultos. Entretanto,de acordo com o Instituto Nacional do Cancer, 80% dos atuais fumantes começaram antes dos 18 anos, o que segue corroborando para o aumento das comorbidades respiratórias e a consequente sobrecarga no sistema de saúde.
Somando a isso, verifica-se um baixo número de campanhas por parte da grande mídia, a fim de orientar os cidadãos quanto aos malefícios da droga. Logo, segundo os dados da BBC News, são indissociáveis fatores como baixa renda e escolaridade no crescimento de taxa de fumantes, evidenciando a necessidade de campanhas que atinjam tal classe social. Caso contrário, à medida que as informações não são repassadas à estes grupos vulneráveis, sua saúde permanece em risco e nem mesmo a legislação poderá protegê-la.
Depreende-se , diante do exposto, um contexto ainda mais crítico para a saúde pública, ainda que passados dez anos da vigência da Lei Anti-fumo. Assim, é imperioso, por parte do Governo Federal, o aumento na tributação, buscando onerar estas mercadorias e dificultar seu acesso. Outrossim, cabe aos veículos de comunicação e às ONGs,o desenvolvimento de campanhas de conscientização para a população. Sendo assim, todos experimentarão uma melhora na qualidade de vida.