Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 19/09/2020

Na obra “O Doador de Memórias”, da escritora americana Lois Lowry, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos, vícios e doenças. Contudo, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que a autora prega, uma vez que o tabagismo e suas consequências dificultam a concretização dos seus planos. Esse cenário antagônico é fruto, sobretudo, da inatividade do governo.

Em primeiro plano, infere-se o quão prejudicial é o tabagismo para a sociedade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso de tabaco aumenta a pobreza, diminui a produtividade de trabalho, polui o ar e provoca um aumento nos gastos com saúde. Nesse sentido, essas consequências revelam o potencial de morbidade que essa droga tem. Assim, medidas urgentes são necessárias para minorar esse cenário.

Em segundo lugar, é imperativo ressaltar a falta de instrução acerca das consequências do fumo deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à responsabilidade de garantir educação de qualidade para todos os brasileiros. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar social da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de políticas efetivas, a ignorância em relação aos efeitos deletérios do tabaco perpetua-se no país. Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para mitigar a problemática. Compete ao Ministério da Saúde, em parceria com as secretarias municipais de educação, criar campanhas de combate ao uso do tabaco, com médicos e odontólogos discutindo suas consequências e risco de morte, e compartilhar em todas as escolas do país. Além disso, com o auxílio das mídias sociais e televisivas, deve-se haver a veiculação para todas as pessoas. Dessa forma, o problema será minimizado.