Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 19/09/2020

A novela sul-coreana “Moment at Eighteen” exibe uma cena em que estudantes induzem outros à utilizarem cigarros, pois assim seriam mais “descolados”. Tal panorama é observado no território brasileiro, já que ocorre a manipulação do indivíduo por pessoas próximas para o consumo do tabaco e, consequentemente, são notados prejuízos na vida do fumante. Por isso, torna-se essencial o debate acerca do tabagismo no século XXI: problemas e consequências.

A princípio, vale ressaltar a influência de familiares e amigos quanto ao uso do cigarro. Consoante Gustave Le Bon, em sua obra “Psicologia das multidões”, afirma que nas multidões a massa adquire burrice e ignorância em vez de inteligência. Nesse sentido, sendo coagido à experimentar essa substância tóxica, o sujeito enfraquece sua personalidade e aptidão intelectual, uma vez que é inserido na mentalidade coletiva. Assim, esse perde o senso crítico sob os perigos do tabagismo e começa à usá-lo.

Além disso, sucede-se os danos no cotidiano do tabagista. Conforme Simone de Beauvoir, o pior dos problemas sociais é que o povo se habituou a eles. Nesse contexto, por considerarem o fumo algo “normal”, a população aceitou o tabaco em seu convívio social. Porém, a nicotina carrega altos estragos, por exemplo, diversos cânceres e problemas respiratórios que diminuem a qualidade de vida dos usuários. Logo, políticas públicas devem ser feitas para o combate desse malefício à saúde.

Portanto, medidas são necessárias para conter essa problemática. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde, em conjunto com as Secretárias de Educação Estaduais, a criação de campanhas, em escolas e empresas, que reduzam o hábito de fumar. Tal ação pode ser realizada, por meio de palestras com profissionais de saúde e ex-fumantes, a fim de que esses expliquem a sociedade as desvantagens do tabagismo. Dessa forma, o Brasil diminuirá o número de tabaquistas.