Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 20/09/2020

A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro, estabelece a saúde como direito inerente a toda população. Torna-se válido perceber, entretanto, que essa garantia nem sempre é colocada em prática, uma vez que o tabagismo é um mau que ainda persiste em pleno século XXI. Nesse sentido, convém analisar como a mídia e o governo causam essa problemática, suas consequências e possível providência para reverte este fenômeno.

Primeiramente, a mídia é responsável pelo problema do tabagismo na sociedade brasileira. Isso ocorre porque falta informação à população sobre os riscos e malefícios de consumir produtos derivado do tabaco, uma vez que a própria mídia faz propagandas desses produtos a fim de obter dinheiro por meio do “marketing”. Assim, não se tem espaço na programação, principalmente na TV, para transmitir informações necessárias e corretas à sociedade, ocasionando o aumento do uso de produtos com tabaco. Como mostrar o estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz, o consumo de cigarro aumentou em cerca 34% no ano de 2020 e, primordialmente entre os jovens, porque estavam longe da escola, devido ao isolamento social causado pela pandemia do Covid-19, dado que a escola é o principal meio de informação a esse público.

Ademais, o governo também é responsável pela persistência do tabagismo no Brasil. Isso decorre desde período colonial que os grandes fazendeiros fabricavam mercadorias de tabaco para vender, sem limites ou restrições de vendar desses produtos como idade ou porte físico por exemplo. Nesse contexto ocasionou-se a aceleração de crescimento de fumantes em todo território nacional. Desse modo, o aumento das doenças relacionadas a esse consumo como câncer de pulmão e outros diversos efeitos causados no corpo, por essas substâncias presentes no tabaco. De acordo com site G1, o número de mortes que consumia tabaco em 2019 ultrapassou a marcar de 4 milhões de pessoas no mundo. Assim, é inadmissível, em pleno século XXI, a população ainda viver sem restrições do uso dessas substâncias, que causa mal para quem fuma, para quem não fumar e também poluir o meio ambiente.

Medidas, portanto, tornam-se necessárias para garantir pragmaticamente a saúde, como preconizar a Constituição. Dessa forma, o Ministério da Saúde e Educação devem promover propagandas, por meio das mídias digitas, televisivas e radiofônicas, com o intuito de esclarecer à população e, em especial os jovens, sobre os riscos do consumo do tabaco, conscientizar e alertar sobre as consequências do uso dessas substâncias e, ainda criar espaços apropriados para os fumante consumirem esses itens para que não afete os fumantes passivos. Dessa maneira, a Constituição será colocada em prática.