Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 20/09/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, o que se observa na realidade contemporânea é o uso acentuado de produtos derivados do tabaco, como o cigarro, podendo acarretar em sérias consequências a saúde pública impossibilitando que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios seja encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o uso desmedido do tabaco deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, relacionado ao uso de toxinas presente no tabaco. Isso pode ser observado nos dados da OMS, que afirma que 1 em cada 10 mortes de fumantes é causado por doenças cardíacas, configurando assim como “violação do contrato social”, já que, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Diante do exposto, cabe ao Governo um plano para conter essa situação.

Faz-se mister, ainda, salientar a facilidade de obtenção do cigarro no Brasil como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações socias, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, à medida em que o tabagismo é vulgarizado ao ser permitido com facilidade já que é considerada na legislação brasileira como uma droga lícita, o seu consumo desenfreado e suas consequências crescem. Cabe ressaltar que, segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem prejuízos anuais de bilhões de reais com o tabagismo, uma vez que os gastos com a saúde dos fumantes é maior que o lucro obtido nos impostos de venda.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática no sociedade.  Logo, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Saúde deve desenvolver políticas de educação gratuita em espaços públicos e escolas, palestras ministrada por profissionais da área e depoimentos de ex-fumantes. Isso deve ser feito por meio de recursos liberado pelo Tribunal de Contas da União - órgão que fiscaliza e aprova ações públicas. Nesse sentido o fito de tal ação é estimular o diálogo no ambiente familiar, mostrar consequências na saúde. Somente assim, esse problema será, gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel O Pensador, “na mudança do presente a gente molda o futuro”.