Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 20/09/2020
Na série “Vis a vis” é retratado o drama vivido por uma personagem carcerária que possui dependência de várias drogas como o cigarro, e o impacto trazido por estas na vida na prisão. De maneira análoga, na contemporaneidade, o tabagismo tem sido uma grande empecilho à saúde pública no Brasil, configurando-se como um impasse de caráter psicossocial, aliado a preceitos culturais.
A princípio, a prática de fumar está ligada à esfera psicossocial. Segundo Anthony Robbins, remonado psicólogo estadunidense, o ser humano age em busca do prazer ou para fugir da dor. Nesse sentido, tal hábito pode ser caracterizado como um mecanismo de compensação, em que o indivíduo muitas vezes pela dificuldade de lidar com problemas cotidianos que geram estresse, ansiedade, medos e preocupações recorre ao cigarro como fuga da dor, tornando assim um vício progressivamente instalado. Logo, é indubitável uma ação do Estado para agir de encontro a tal problema.
Em segundo lugar, a dificuldade em diminuir a adesão ao tabagismo provém de questões culturais. No cenário atual, é percebido uma banalização do ato de fumar, em que muitas vezes é encarado como uma atitude comum do cotidiano. Tal postura passiva não só impede a minimização dos altos índices de fumantes registrados pela “BBC news” como também propicia a um aumento dos registros por influência de amigos, colegas e até familiares.
Roga, portanto, medidas para combater o tabagismo e seus impactos
no Brasil. Assim, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Comunicação promover a veiculação de propagandas relatando o cotidiano de dor de uma pessoa diagnosticada com câncer de pulmão e seu histórico com o cigarro a fim de promover a conscientização e maior impacto perante as consequências do consumo do cigarro, evitando assim um maior prejuízo na saúde pública, diferente do relatado na série da Netflix.