Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 30/09/2020

Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o contrário do que o autor prega . Uma vez que o Tabagismo apresenta barreiras, as quais impossibilitam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da influência exercida pela mídia, quanto da falta de conhecimento.  Nesse sentido, convém analisarmos os principais problemas desse impasse em nossa sociedade.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a má influência midiática presente na questão. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez promover debates que elevem o nível de informação das pessoas sobre o uso do cigarro, influencia na persistência do problema.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da falta de conhecimento. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre as consequências do uso do cigarro, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.

Sendo assim, é necessário que o Governo, em parceria com o Ministério da Educação, financie projetos educacionais nas escolas, através de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates entre os professores e alunos, alertando sobre todas as consequências que uso do cigarro pode causar. Nesse sentido, o intuito de tal medida deve ser o diagnóstico das carências em cada ambiente escolar e, posteriormente, erradicação do problema. Ação que, iniciada no presente, é capaz de modificar o futuro de toda sociedade brasileira.