Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 20/09/2020

Na obra “O Doador de Memórias”, da escritora americana Lois Lowry, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos, vícios e doenças. Contudo, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que a autora prega, uma vez que o tabagismo e suas consequências impossibilitam a concretização dos seus planos. Esse cenário antagônico é fruto, sobretudo, da inatividade do governo.

Em primeiro plano, o uso de tabaco provoca danos irreparáveis na sociedade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso de tabaco aumenta a pobreza, diminui a produtividade de trabalho, polui o ar e provoca um aumento nos gastos com saúde. Nesse sentido, essas consequências revelam o potencial de morbidade que essa droga tem. Assim, medidas urgentes são necessárias para minorar esse cenário.

Em segundo lugar, é imperativo ressaltar a falta de instrução acerca das consequências do fumo deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à responsabilidade de garantir educação de qualidade para todos os brasileiros. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar social da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de políticas efetivas, a ignorância em relação aos efeitos deletérios do tabaco perpetua-se no país. Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para mitigar a problemática. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com as secretarias de assistência social, introduzir em todas as cidades do país pelo menos um centro de combate ao tabagismo, com serviços médicos, odontológicos e psicológicos. A fim de oferecer um lugar onde viciados em tabaco terão apoio, com especialistas do assunto, para largar o vício. Dessa forma, o problema será minimizado.