Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/09/2020
A série estadunidense Stranger Things, da Netflix, se passa nos anos 80 e retrata o personagem Billy como um valentão charmoso que é fumante. Considerando que o enredo reflete a construção social do cigarro enquanto representação de atração e glamour no Ocidente a partir da época em que o seriado acontece, percebe-se que essa conjuntura persiste enquanto uma questão de saúde pública. Desse modo, devido à negligência estatal no combate ao tabagismo e às consequências geradas a partir disso, como o surgimento de doenças do sistema respiratório em fumantes, medidas são necessárias para a resolução do impasse.
Em primeira instância, o descaso governamental é um problema que atua como empecilho no combate ao tabagismo. Segundo o contratualista John Locke, para haver a manutenção da igualdade na sociedade, todos os direitos dos cidadãos devem ser garantidos pelo Estado. Apesar disso, a insuficiência de projetos governamentais para a recuperação de dependentes químicos do tabaco e prevenção ao surgimento de novos usuários reflete a negligência estatal na garantia do direito à saúde, previsto pela Constituição de 1988. Assim, tais cidadãos são expostos à exclusão social quando não têm amplo acesso aos seus direitos, contrariando a igualdade proposta por Locke.
Ademais, o tabagismo pode ter consequências como o surgimento de doenças respiratórias e a baixa qualidade de vida dos usuários. De acordo com a OMS, o conceito de saúde configura um estado de completo bem-estar físico, psicológico e social dos cidadãos. Apesar disso, segundo o Hospital Albert Einstein, cerca de 150 mil brasileiros são acometidos anualmente pelo câncer de pulmão, tendo por principal causa a dependência química do tabaco. Desse modo, é indubitável que o combate estatal ao tabagismo é essencial para evitar o surgimento de doenças e proporcionar o bem-estar da população, tal como proposto pela OMS.
Portanto, ações são necessárias para que a problemática em questão seja resolvida. A fim de frear o surgimento de doenças do sistema respiratório e contribuir para o bem-estar da população, cabe ao Governo Federal combater o tabagismo por meio da liberação de verbas ao Ministério da Saúde. Tal órgão, por sua vez, será responsável pela criação de projetos para a reabilitação de viciados em tabaco, como a construção de centros públicos de recuperação de dependentes químicos. Com tais ações, espera-se garantir o direito à saúde e evitar casos como o do personagem Billy.