Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 22/09/2020

Desde o “Século das luzes”, comumente conhecido como Iluminismo, ocorrido no século XVIII, na Europa Ocidental, teóricos da época pregavam que uma sociedade só progride quando seus cidadãos se mobilizam com o intuito de solucionar conflitos do corpo social. Não obstante, verifica-se, na contemporaneidade, que o estorvo resultante do tabagismo vai de encontro aos ideais iluministas, uma vez que estes prezavam pelo desenvolvimento social tendo como pilar o bem-estar, eliminando práticas maléficas à saúde da sociedade. Dessarte, é categórico destacar que a problemática deve-se não só a negligência do Governo, mas também ao silenciamento social.

Mormente, é fulcral pontuar que o óbice em questão ocorre em função da ineficácia estatal no que se concerne à elaboração de políticas públicas que promovam a ruptura desse hábito tão prejudicial à saúde. Consoante a isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade da política norte-americana, disse, em seus discursos, que o Estado tem como função prover aos cidadãos, por meio de melhorias no bem-estar social, um futuro próspero em todos os âmbitos. Desse modo, faz-se mister que ocorra uma reformulação dessa postura estatal, tendo como desígnio a prosperidade a partir de uma sociedade mais saudável, eliminando práticas opostas a isso, assim como é o tabagismo.

Outrossim, é imperativo salientar que o silenciamento social é também uma das razões pela qual o problema perdura. Nesse sentido, a cronista brasileira, Martha Medeiros, urdiu uma crítica em uma de suas obras, afirmando que “silenciamos aquilo que não queremos que venha à tona”. Diante disso, pode-se inferir, em relação ao tabagismo que o poder público não dá a devida atenção ao imbróglio para que não seja preciso lidar com as consequências, visto que medidas exequíveis na questão do tabaco provocaria uma grande insatisfação dos usuários perante o Governo. Desse modo, sem o papel educacional do Estado, a sociedade não tem conhecimento sobre as consequências do tabagismo, fazendo com que a problemática resista no corpo social.

Isto posto, é inegável a necessidade de intervenção no que tange à problemática. Para tanto, o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, aliado ao Ministério da Cidadania, por meio de verbas governamentais, deve levar palestras por todo o Brasil, alertando a população acerca das malignidades resultantes do tabagismo, de modo que ocorra a massificação do termo na sociedade, por intermédio de propagandas acerca do tema. Ademais, a mídia como um todo deve promover, em níveis mundiais, palestras educacionais por meio do ambiente virtual, os cursos deverão ocorrer gratuitamente com profissionais capacitados, a finalidade de tal efeito encontra-se em diminuir o número de casos e proporcionar uma consciência coletiva.