Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 22/09/2020

A Belle Époque foi um período de prosperidade burguesa nos campos das artes, ciências, economia, teatro e, também, onde o cigarro era visto como símbolo de luxo e poder. De modo análogo, hodiernamente, o cigarro é presente na vida de muitas pessoas da sociedade, não mais como sinônimo de luxo, mas como um vício que traz consequências à saúde, como doenças pulmonares, envelhecimento precoce e hipertensão. Nesse contexto, assegura-se a indústria altamente lucrativa e a carência de programas de saúde, como pilares da problemática. Porém, decerto, é imprescindível que essa realidade mude, pelos riscos que traz as pessoas quanto ao desenvolvimento da sociedade.

Em primeiro plano, é importante salientar que a indústria lícita e ilícita do cigarro é lucrativa, vindo a fomentar sua disseminação país. Nessa linha de raciocínio, é pertinente citar a série Narcos, a qual retrata a história do narcotráfico e o grande lucro obtido por esses produtos. Com base nisso, é nítido que a venda legal de cigarros e semelhantes contribui diretamente para o crescimento da economia, pelas altas cargas tributárias obtidas nesse produto. No contexto, a venda ilegal do cigarro gera alta economia aos que vendem clandestinamente, por não ser pago tributos ao governo. Sendo assim, ambas as formas de venda geram lucro ao Governo e aos que vendem ilegalmente, o que faz com que o produto chegue facilmente a todos e amplie o tabagismo na sociedade.

Outrossim, importa discutir a escassez de políticas públicas voltadas ao combate e ao tratamento do tabagismo. Para compreender melhor essa ideia, é oportuno mencionar o que propõe o filósofo Thomas Hobbes, segundo ele, a intervenção do Estado é necessária para proteger os cidadãos de forma eficaz. Interpreta-se, assim, que, em se tratando na recursos terapêuticos aos fumantes, o Estado não é ágil e eficiente, visto que segundo dados do Instituto Nacional do Câncer - INCA, 428 pessoas morrem diariamente em decorrência da dependência a nicotina, sendo considerado um alto número de mortes diárias. Dessa forma, se vê a carência na intervenção terapêutica aos fumantes.

Diante do exposto, urgem, portanto, ações que atenuem a problemática tabagista na atualidade.  Para isso, o Governo, no setor da polícia federal, realize a ampliação das fiscalizações nas fronteiras dos Estados, no intuito de apreender o contrabando de cigarro. Essa ação fará com que seja diminuído a venda, dificultando o acesso aos indivíduos e, consequentemente, a redução do tabagismo na sociedade.  Ademais, o Ministério da Saúde em parceria com ONGS, devem promover campanhas de prevenção à saúde, distribuindo uma equipe composta por médicos e psicólogos em todos os bairros das cidades do país, fazendo visitas quinzenais nas residências. Esse ato terá o fito de incentivar o tratamento a toda população fumante. Sendo assim, poder-se-á minorar o tabagismo no século XXI.