Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/09/2020
No período colonial, o fumo era uma das principais atividades econômicas do Brasil, em especial o tabaco. De inicio, o tabaco tinha como objetivo o uso medicinal, no entanto depois de anos, o seu consumo passou a se tornar uma dependência como controle de situações estressantes. Portanto, o tabagismo na sociedade contemporânea passou a ser um problema muito presente. Isso deve ser enfrentado, uma vez que, diariamente, a sociedade é vitima dessa questão. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o descaso do governo e os impasses que o uso do tabaco pode causar na coletividade.
Primordialmente, é indubitável que a questão legislativa e sua aplicação estejam entre os fatores que atenuam essa problemática, haja vista que, no Brasil, a comercialização dos cigarros é lícita, sendo restringida apenas a propaganda. Analogamente, o Estado não censura a indústria tabagista, mesmo que de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) pesquisas mostram que cerca de 5 milhões de pessoa no mundo morrem de doenças relacionadas ao fumo, e no Brasil, o tabagismo é responsável por 200 mil mortes por ano. Assim, mesmo com a restrição à propaganda, a indústria ainda contribui com problemas de saúde, como o câncer pulmonar e as doenças cardiovasculares, além da associação à doenças crônicas. Dessa maneira a problemática torna-se uma questão de saúde publica.
Além disso, é cabível salientar que, as consequências do tabagismo vão muito além dos tipos de doenças que podem suceder, chegando a afetar a estética, como o envelhecimento precoce, e gerando efeitos nocivos para o meio ambiente, prejudicando o solo desde seu cultivo até nas áreas urbanas com os resíduos de cigarro. No entanto, apesar de a sociedade atual estar mais conscientizada sobre os problemas com o uso do cigarro, ainda existem milhões de pessoas na compulsão da droga nicotina, que muitas vezes é usada precocemente pelos adolescentes, geralmente levando-os ao vício na fase adulta, dificultando ainda mais a superação dessa dependência. Desse modo, medidas fazem-se necessárias para solucionar a problemática.
Em suma, fica evidente que o tabagismo na sociedade é um problema muito presente. Assim, diante dos argumentos supracitados, é dever do Estado proteger essas vítimas, promovendo por meio do Ministério da Saúde, campanhas mais eficazes de combate ao uso do tabaco, além de criar leis para diminuir a indústria tabagista e impor leis mais rígidas para o uso dele por adolescentes. Some-se a isso investimentos em saúde, aumentando a disposição de tratamentos contra a nicotina pelo Sistema de Saúde Pública (SUS). A fim de que essa problemática de cunho social e de saúde pública seja menos recorrente na sociedade do século XXI..