Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/09/2020
O filme “O informante” mostra a história de Jeffrey Wiggand, um ex vice-presidente da indústria do tabaco, no qual em entrevista, Jeffrey revela que companhia em que trabalhou não apenas sabiam da capacidade viciante da nicotina, mas também adicionavam químicos para provocar ainda mais o vício. Sob tal viés, a Constituição Federal de 1988 assegura o direito à saúde de todos os indivíduos brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se uma falha na isonomia em relação ao tabagismo no cenário atual. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de políticas públicas e da indiferença da população aos fumantes.
Primeiramente, vale ressaltar que a inoperância governamental é uma causa latente para o problema. Nesse segmento, segundo Aristóteles, a política tem como principal função preservar o bem-estar de uma sociedade. No entanto, esse pensamento não se aplica na atual conjuntura, visto que, de acordo com a revista Galileu, o tabaco é a principal causa de falecimento mundial, correspondendo a 10 mil mortes por dia. Desse modo, tem-se como consequência o sentimento de insuficiência legislativa e injustiça desse agrupamento social. Outrossim, a falta de empatia auxilia na segregação desse grupo. Logo, conforme Zygmunt Bauman, a modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Nessa continuidade, o ser humano não tende a se colocar no lugar do outro, pois para isso é necessário deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez faz com que os tabagistas não busquem a ajuda da parcela social que inclina-se a ignorá-los. Nessa continuação, o silêncio e indiferença dessa camada social influenciam na consolidação do entrave.
Dessarte, mediante o exposto é indubitável a urgência para mitigar tal situação. Para tanto, torna-se interessante que o Ministério da Cidadania em parceria do Ministério da Saúde viabilize um projeto de lei que garanta a contratação de psicólogos por meio do Senado Federal. Esses profissionais estão a disposição nas Unidades Básicas de Saúde, para acompanhar as pessoas que almejam deixar o vício no cigarro, com o objetivo de certificar que essa transição de deixar o fumo será mais fácil. Ademais, as Secretarias Estaduais de Saúde devem desenvolver palestras em escolas, para alunos do Ensino Médio, por meio de entrevistas com ex usuários de cigarro, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser webconferenciadas nas redes sociais dos ministérios, com a finalidade de trazer mais lucidez sobre os malefícios do uso do tabaco. Só assim, haverá a diminuição no consumo da nicotina pela população nacional.