Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 24/09/2020
O tabaco - um dos principais componentes do cigarro e que possui, como substância, a nicotina - é uma planta descoberta por povos pré-colombianos, a qual foi utilizada, por esses, para fins religiosos e medicinais. Hodiernamente, entretanto, o tabaco, juntamente com outras substâncias tóxicas, é a causa do tabagismo - dependência ao uso de nicotina. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um problema alicerçado na idealização do consumo de cigarro e na falta de políticas que evitem o início de sua dependência.
Em primeira análise, o tabagismo foi popularizado em formato de cigarro, bem como a partir da sua idealização, introduzido pela mídia, na metade do século XX. Em destaque ao pensamento de Schopenhauer, o qual critica a busca do Homem em querer satisfazer os seus desejos, a mídia daquela época diverge a premissa do filósofo, visto que seu principal objeto era satisfazer esses desejos, dos consumidores de cigarros, associando o produto ao ideal de liberdade, aventura e prazer. Desde modo, constata-se a dependência dessa droga a uma idealização ilusória, dado que, segundo Schopenhauer, é impossível o Homem estar plenamente satisfeito.
Além disso, a evolução de combate ao tabagismo está em progresso, porém o início de sua dependência possui uma maior incidência entre os mais jovens, de acordo com o Ministério da Saúde, o que evidencia a escassez de políticas que contenham tal fato. Paralelamente a essa evidência, a visão cosmopolita do cigarro está, a partir do século XXI, cada vez mais associada à doenças respiratórias graves, como o câncer de pulmão, entretanto um elevado número de jovens ignoram as contraindicações, para serem aceitos, por exemplo, a um determinado grupo. Logo, a intervenção do Estado, acerca da temática abordada, possui como foco os indivíduos já dependentes, ignorando, assim, o verdadeiro epicentro do problema.
Torna-se claro, portanto, a relevância do debate sobre os problemas e consequências do tabagismo. Para que isso ocorra são necessárias medidas do Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, a partir da promoção de palestras no meio educacional e leis mais coercitivas, que evitem a venda dessas drogas, à estabelecimentos que forneçam cigarros para menores. Isso, consequentemente, resultará no fim de futuros dependentes. Assim, haverá a resolução do impasse e o tabagismo não se alicerçará na sociedade atual.