Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/09/2020
Nos Estados Unidos, a “Era de Ouro do Tabaco”- meados de 1930 a 1960 - caracterizou-se pela produção de obras cinematográficas que normalizavam o hábito de fumar. Nesse contexto, o fumo era considerado um aliado para a construção dos personagens, ao atribuir a eles um espírito aventureiro ou um toque de sofisticação. Semelhante à época, frequentemente, há o predomínio do ideal de que o cigarro é inofensivo, visto que há a persistência do tabagismo no século XXI. Sendo assim, a carência de cuidados pessoais e a falta de políticas públicas estão dentre os principais problemas relacionados ao tema. Desse modo, são necessárias medidas que desfaça a popularização do tabaco na atualidade.
Inicialmente, destaca-se a falta de cuidado em relação a própria saúde. Nessa perspectiva, remonta-se à literatura arcadista, na qual o termo “Carpe Diem” caracterizava uma vivência sem preocupações com o futuro, em que se deveria aproveitar ao máximo o dia em busca da felicidade. O mesmo ocorre, hodiernamente, com os fumantes, uma vez que eles não se importam com o amanhã e encontram no costume de fumar uma alegria momentânea. Porém, esse modo de vida não combina com o tabagismo, pois, ao não considerarem o tempo vindouro, não mensuram as consequências de seus atos, que pode ser desde uma insuficiência respiratória, a médio prazo, até um câncer, a longo prazo. Dessa maneira, ainda que perigoso ao bem-estar, o cigarro é utilizado como algo proveitoso.
Ademais, convém lembrar acerca da escassez de políticas públicas que combatam o tabagismo. Nesse viés, o consumo de cigarro persiste na sociedade, haja vista que não há ações eficientes que eliminem o problema, o que o deixa mais evidente. Tal situação se perpetua, devido a falta de estratégias que conscientizem a população ao mesmo tempo em que as propagandas da indústria do tabaco incentivam o consumo. Por consequência, o número de óbitos aumentam cada vez mais e, caso não haja mudança, pode piorar, já que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), " o tabaco pode matar 1 bilhão de pessoas no século XXI".
Logo, alternativas devem ser apresentadas para a resolução da problemática que envolve o tabagismo. Para tanto, a Organização das Nações Unidas deve promover campanhas, por meio de vídeos nas redes sociais, tais como Facebook e Instagram, que abordem o tabagismo e suas consequências ao relacioná-lo a uma vida de descuido com a saúde - a fim de conscientizar os fumantes a abandonarem tal prática. Além disso, ela precisa criar decretos que limitem a indústria do tabaco, mediante a doação de capitais para custear o tratamento de doentes vítimas do fumo que utilizam o serviço público de saúde - com o fito de não haver obstáculos na mudança de mentalidade da população. Assim, o hábito de fumar será evitado, em contraste com os filmes antigos estadunidenses.