Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 25/09/2020

Após o fim do regime militar brasileiro, foi criada a Constituição Federal de 1988, a qual assegura em seu artigo 196 que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Contudo, é notório que a legislação diverge da realidade ao evidenciar a negligência governamental com a apologia ao tabagismo além da problemática em torno do uso exacerbado do fumo na contemporaneidade. Dessa forma, é necessário um olhar mais critico diante o tema, pois este trás consequências no âmbito

A negligencia governamental é observada pelo afrouxamento das campanhas de alerta do fumo. Assim, a indústria do tabaco investe milhões na divulgação e na banalização desse hábito, como exemplo de seu patrocínio à eventos voltados a maior parte da população e com isso trás a longo prazo prejuízos econômicos pois, cientificamente é comprovado que mesmo indivíduos não fumantes são afetados pelo tabagismo, não apenas pelo fumo passivo mas também pelo aumento da demanda sobre o sistema público de saúde, haja visto como doenças crônicas (câncer, hipertensão) tendem a majorar os gastos do Estado com a assistência sanitária.

Além disso, nota-se que o estresse contemporâneo é uma das razões que estimulam o consumo exacerbado desses produtos. A esse respeito, é válido citar a obra “Sociedade do Cansaço”, na qual o filósofo Byung Chul Han afirma que, no período hodierno, vive-se uma sociedade do desempenho, em que os indivíduos internalizaram a cobrança máxima em cada uma de suas ações. Desse modo, como válvula de escape dessa pressão por produtividade, os cidadãos buscam o tabaco, dado que este contém a nicotina, uma droga que produz a sensação de prazer por minutos e, por conta disso, acarreta em uma séria dependência química, que é muito prejudicial à saúde dos fumantes visto que eles morrem 3 vezes mais do que os não fumantes e o risco de morte por doenças respiratórias é 9 vezes maior quem fuma.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Ministério da Saúde, em parceria com a mídia, principal veículo formador de opiniões, o dever de reforçar a relevância do combate ao tabagismo. Essa ação deve ser feita por meio de campanhas publicitárias e documentários, que retratem sobre as consequências do fumo e estimulem o acompanhamento nas associações médicas, a fim de que os brasileiros se tornem conscientes e procurem ajuda. Dessa forma obtendo maior consciência e responsabilidade. Adicionalmente visando proteger indivíduos fumantes, o Estado deve aumentar a oferta de tratamentos para esse vício, como exemplos hospitais com grupos de apoio a ex-tabagistas por meio de atuação multi-setorial envolvendo além de médicos, psicólogos e outros profissionais da saúde. Assim, previne que indivíduos entre nesse vicio e também que saiam dele.