Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 25/09/2020

“Sigo fumo como uma rotina própria”. Esse trecho do poema Tabacaria de Fernando Pessoa caracteriza a perda de autonomia desse sujeito diante do vicio, assim é notório identificar que o tabagismo é um problema de saúde pública. Além disso, a cultura do fumo enraizada e a influência da mídia intensificam essa adversidade. Dessa forma, para reduzir esses fatores, são necessárias medidas de caráter exequíveis.

Faz-se necessário, considerar que o ato de fumar carrega uma bagagem cultural e histórica vasta, antes da colonização portuguesa no Brasil, os índios que possuíam as terras do país, este grupo foi responsável pela criação dos ícones mais populares do folclore brasileiro: a caipora; Este ser tinha em sua boca um tabaco, a sociedade originária do Brasil foi substituída por portugueses, que incorporaram em seus costumes elementos da cultura indígena, como fumar por exemplo. Dessa maneira, é possível observar que os brasileiros tem forte indução dos seus antepassados, apresentando uma cultura do fumo enraizada, e consequentemente, prejudicando a saúde de milhares de pessoas. Ademais, conforme uma pesquisa feita pela Universidade Estadual de São Paulo (Unifesp),mostrou que 5,7% dos brasileiros sejam usuários de cigarro. Logo, constata-se que há um número alto de consumo de tabaco, sendo importante a redução desses casos para a melhoria da saúde publica no Brasil.

Outrossim, é imprescindível lembrar que a influencia da mídia é outro fator que intensifica o tabagismo no país. Além do mais, durante o século XX houve grande popularização do tabaco em consequência da  influência midiática, como por exemplo os filmes hollywoodianos, gerando atualmente uma estimativa de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) de 1,2 bilhões de fumantes no mundo, e mortalidade de cerca de 7 milhões por ano.  Com isso, nota-se o estimulo para o fumo e o grande aumento da mortalidade, sendo significativo amenizar essa situação problemática para a melhoria da saúde dos brasileiros.

Compreende-se, portanto, que é imperioso sanar os fatores que intensificam o consumo do cigarro, como a cultura do fumo e a influencia da mídia. Sendo assim, deve haver ação da Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, que tem a função de desenvolver um curso de prevenção as drogas e a violência na sala de aula, para reduzir a cultura do fumo, por meio de palestras educacionais, a fim de ratificar os malefícios do tabagismo. Ademais, deve ter atuação da Secretaria Nacional de Politicas sobre Drogas, que tem a função reduzir a oferta de drogas no País, para reduzir a influência da mídia, por intermédio de publicidades contra o tabaco, com a finalidade de reduzir a intensificação do cigarro. Destarte, reduzindo o fumo da rotina das pessoas no Brasil.