Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 25/09/2020
Segundo o filósofo espanhol José Ortega y Gasset, toda tentativa de mudança será desafiada, mas é dever do ser humano continuar avançando contra as circunstâncias limitadoras. Essa reflexão remete a uma questão bastante pertinente na sociedade contemporânea, qual seja o tabagismo no século XXI: cenário considerado, infelizmente, um fator limitante para o progresso digno do país, visto que ele traz sérias consequências e desafios para o indivíduo e onde ele está inserido. Perante esse debate, é indispensável combater essa problemática, tanto por questões que dizem respeito à saúde quanto ao desenvolvimento do país.
Em primeiro lugar, é válido salientar os aspectos negativos do tabagismo à saúde do sujeito. Sob tal perspectiva, cabe mencionar o que diz o filósofo humanista Thomas Morus, em sua obra “A utopia”, o qual ratifica que o homem deve compreender os bens que não arrastem consigo nenhum mal. A partir desse pensamento, infere-se que o ato de fumar apresenta “aparentes benefícios” para o indivíduo – como ser popular, atraente e descolado entre os amigos –, mas, na verdade, esconde severos danos: risco de doenças respiratórias, lesões pulmonares e, até mesmo, a morte. Não dá para negar, portanto, os efeitos desastrosos dessas substâncias ilícitas na vida pessoal.
Em segundo lugar, é importante entender os impactos desfavoráveis do consumo de drogas em uma nação. Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que países com alta taxa de tabagismo são mais propensos a não prosperarem social e economicamente. Dados como esse mostram que não é possível uma determinada região avançar se ela não vence o obstáculo que a impede de um desenvolvimento digno: o consumo de drogas, como o tabaco, na maior parte dos cidadãos ativos – parcela da população que deveria ser considerada a esperança para um crescimento socioeconômico em um corpo social. Ratifica-se, assim, o que diz o professor de Harvard Steven Pinker: “o progresso não resulta da magia, mas da resolução de problemas”.
Levando em conta a discussão, faz-se necessária a tomada de atitude frente a essa questão. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Saúde – por ser o órgão responsável em formular e normatizar políticas nessa área – promover campanhas educativas periódicas voltadas para a população, as quais elucidem os riscos e os perigos decorrentes do tabagismo e as vantagens que o indivíduo tem, tanto em sua saúde física quanto mental, por ser livre desse vício. Isso pode ser feito por meio da mídia digital e tradicional, como jornais, redes sociais e pela própria programação do rádio. Iniciativas assim resultarão em uma maior consciência acerca do tema e de suas repercussões na vida de milhares de pessoas.