Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 24/11/2020
“Você é livre para fazer suas escolhas, mas é refém das consequências”. Essa frase do escritor Pablo Neruda torna-se muito pertinente quando se trata do tabagismo no século XXI, problema que gera consequência sociais e econômicas no Brasil, uma vez que, não só a ineficiência política, mas também a a falta de debate se apresentam como agentes perpetuadores desse obstáculo. Por isso, medidas são necessárias para reverter este quadro.
Em primeira análise, é importante ressaltar que a Constituição Federal de 1988 assegura o direito à saúde aos brasileiros, cabendo ao estado a responsabilidade de garanti-lo. Além disso, o tabaco apresenta mais de 500 substâncias nocivas à saúde, os quais podem ocasionar problemas irreversíveis ao usuário, como hipertensão, aumento do risco de câncer e diminuição da expectativa de vida. Entretanto, o que se encontra no Brasil é uma profunda negligência do Governo em relação à este assunto, uma vez que, segundo a Folha de São Paulo, nenhum tipo de programa de combate ou redução do tabagismo , como campanhas e iniciativas , está em vigor atualmente. Dessa forma, é indispensável que haja meios políticos para que a saúde dos brasileiros possa ser preservada.
Ademais, é importante ressaltar que, de acordo com uma pesquisa realizada pela revista “Superinteressante”, as campanhas à cerca do tabagismo diminuíram drasticamente nos últimos 5 anos, o que possibilitou o crescimento exponencial no número de usuários ativos e passivos. Certamente, esses dados evidenciam a importância de se possibilitar a distribuição de informações de forma clara e acessível. Além disso, a mídia tem um papel fundamental nesse cenário, pois, segundo a revista “VEJA”, apesar dos esforços, apenas 30% dos usuários reconhecem que o tabaco tem potencial prejudicial à saúde e para o sociólogo Pierre de Bourdieu, " o que foi criado como mecanismo de democracia não pode se tornar ferramenta de opressão". Dessa maneira, é importante promover a discussão sobre este tema.
Sendo assim, entende-se que é primordial que o governo brasileiro crie meios políticos para proporcionar o combate aos malefícios do tabagismo, por meio da criação de uma lei que obrigue a redução da quantidade de substâncias toxicas presentes no cigarro e de um programa de ajuda gratuita aos usuários que desejam abonar o consumo, por intermédio do acompanhamento profissional e especializado. De maneira análoga, urge que a mídia, em parceria com a escola, possa promover o debate a cerca da importância desse tema, por meio de campanhas na televisão e na internet que levem as informações de forma clara e acessível , bem como com debates em âmbito escolar e público, para que os brasileiros , como defendido por Neruda, não se tornem refém de más escolhas.