Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 26/09/2020

Com o início da Revolução Industrial no século XVIII, a indústria do tabaco ganhou força com a difusão da ideia de que o ato de fumar transparecia diversos atrativos. No entanto, com o decorrer do tempo, a ciência provou que apesar dos atrativos o tabaco é altamente nocivo à saúde humana, tornando-se um problema expressivo, por seu uso causar a morte de inúmeros indivíduos todos os anos. Destarte, faz-se necessário debater acerca do déficit educacional e a falta de aplicabilidade da lei com relação ao eixo problemático.

Nesse contexto, é visível que a falta de abordagem educacional à diretrizes que abordem os aspectos fundamentais da saúde humana faz com que os indivíduos não se blindem da nocividade do tabagismo. Nessa lógica, de acordo com Sêneca, “a educação exige os maiores cuidados, pois influi sobre toda vida”. Sob esse prisma, relaciona-se que no Brasil, o ideário de vitalidade educacional é deturpado ao preferir-se, por parte dos órgãos competentes, a aplicação de conteúdos técnicos ao invés de aplicarem-se conjunturas que contribuam para viabilizar o desenvolvimento intelectual que possibilitaria um maior reconhecimento populacional aos riscos oferecidos pelo consumo do tabaco. Desse modo, é evidente a contradição do cenário educacional brasileiro com relação ao ideário de Sêneca.

Outrossim, é possível observar um rombo na Legislação brasileira, no que diz respeito a venda de derivados do tabaco à menores de 18 anos, visto que, é assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente que comerciantes não podem viabilizar esse tipo de compra. Nessa lógica, é possível observar que a falha do Poder Legislativo em fiscalizar as ações do Poder Executivo, permite que este não monitore as condições de venda de tabaco à menores, o que possibilita que jovens entrem precocemente em um mundo que sequer os adultos deveriam ter a possibilidade de se inserirem devido a alta letalidade. Dessa maneira, é imprescindível o reparo no rombo legislativo para que os jovens não se propiciem a esse risco.

Portanto, é substancial a tomada de metidas para combater o alto índice de mortos em função do consumo de tabaco. Em suma, cabe ao Ministério da Educação, junto às escolas - maiores responsáveis pela formação do intelecto humano -, inserir na Base Nacional Comum Curricular, por meio de debate com profissionais do ramo da saúde, diretrizes que evidenciem os aspectos fundamentais da saúde, dando ênfase, na influência de determinadas substâncias no organismo humano. Dessa forma, as virtudes atribuídas ao tabaco, durante a primeira e a segunda Revolução Industrial, serão desvinculadas.