Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 27/09/2020
Desde o seu uso por tribos indígenas em rituais das tribo até a descoberta como uma das “drogas do sertão” (especiarias descobertas e exploradas no Brasil colônia), o tabaco tem influência singular na vida da sociedade ocidental. No contexto atual brasileiro, o cigarro, por exemplo, é uma droga recreativa com grande potencial para ocasionar dependência química. Por consequência, torna-se uma prática viciante, o que torna o hábito altamente nocivo e preocupante, o tabagismo no Brasil acarreta prejuízos a toda a população, desde riscos à saúde do fumante ativo até a dos fumantes passivos. Diante disso, é de fundamental importância ampliar as políticas para potencializar a diminuição desse hábito prejudicial no país.
Em primeiro lugar, é pertinente discutir os efeitos desse vício para aqueles que fazem o uso diretamente. Nesse contexto, o médico Antônio Drauzio Varella, em um dos seus vídeos da plataforma “Youtube”, aborda sobre a gravidade da dependência da substância nicotina, umas das presentes no tabaco, advertindo que a dificuldade de romper a prática de consumo é maior que a do entorpecente “crack”, um psicoativo dos sistema nervoso central altamente vicioso. Assim, fica evidente o perigo ao qual o tabagismo acarreta aos usuários, os quais apresentam alto risco de desenvolver doenças como câncer no pulmão, nos rins, doenças respiratórias e tem a saúde comprometida por sua sujeição, o que pode gerar altos custos de tratamento aos Sistema Único de Saúde (SUS). Dessa maneira, é de suma importância melhorar as estratégias para diminuição desse mal.
Além disso, é relevante expor os impactos negativos do uso do tabaco nos indivíduos passivos, ou seja, aqueles que não tragam as substâncias, mas que respira a fumaça produzida por elas. Em tal posicionamento, a médica Elaine Ceccon, em uma entrevista, alerta sobre os perigos aos quais os fumantes passivos estão expostos, uma vez que ao inalar as substâncias do fumo, eles absorvem cinquenta vezes mais substâncias que aquelas tragadas pelos fumantes ativos, demonstrando que as pessoas que convivem com os tabagistas estão expostos ao desenvolvimento dos mesmos problemas no aparelho respiratório. Dessa forma as consequências não afetam somente os usuários diretos, elas se projetam como um perigo duplicado e grave ao Brasil, justificando a urgência de deliberar medidas mais contundentes de diminuição desse mau hábito no território brasileiro.