Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 28/09/2020

No filme norte-americano “Bonequinha de Luxo”, o uso de cigarros é associado a um elevado status na época em que se passa o filme, tanto que se percebe o uso frequente deles pela protagonista. Análoga à ficção, no Brasil a prática do tabagismo se tornou frequente, sendo um problema de saúde pública. Visto isso, nota-se que tal adversidade causada pela negligência do Estado e pela falta de conscientização da população, deve ser resolvida.

Em primeiro plano, destaca-se a negligência do governo como uma das causas da questão. Segundo o filósofo contratualista Jonh Locke, é dever do Estado assegurar os direitos e bem-estar de todos. Entretanto, no que se refere a saúde, não se observa políticas efetivas que evitem o consumo desenfreado do tabaco ou que auxiliem parte dos cidadãos a se desvincular do vício que é responsável por aproximadamente 200 mil óbitos por ano no país -de acordo com a CASSI.

Igualmente, salienta-se a falta de conscientização da população como mais uma das causas do problema. Pela falta de conhecimento, muitos usam do tabaco sem conhecer verdadeiramente os malefícios dele, como desenvolvimento de doenças físicas e mentais. Logo, atrelado à facilidade de compra deste produto, os indivíduos se desatentam ao fato de ainda estarem expostos a riscos, convergindo com a ideia de Simone de Beauvoir de que o pior dos problemas sociais é aquele cujo o povo já se habituou.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde, órgão responsável pela saúde pública, por meio de campanhas em canais abertos e redes sociais, conscientizar a população, a fim de que todos fiquem plenamente cientes das consequências da prática do fumo. Ademais, cabe também ao Governo, especificamente o Poder Legislativo, por meio da elaboração de leis, proibir o uso de cigarros em locais públicos e pagamento de multa para quem a desrespeite. Tudo isso para garantir um Brasil saudável.