Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/10/2020
Na era pré-colonial brasileira, os índios utilizavam o tabaco para fins medicinais e em rituais. Com isso, entende-se a herança histórica que, com o passar dos anos, o hábito foi ressignificado, de forma prejudicial, como uma forma de alívio do estresse cotidiano. Assim, devido aos problemas e consequências do tabagismo no século XXI, entende-se que a falta de preparo emocional para lidar com a vida adulta, bem como o prejuízo da saúde pública frente ao tabagismo, são fatos que solidificam o quão negativo é o hábito.
Em primeiro plano, muitos adultos fumam com a justificativa de que o hábito ameniza o estresse cotidiano. Isso ocorre porque, de forma equivocada, aqueles indivíduos não compreendem que essa sensação de alívio é momentânea e, demonstra, de fato, a falta de preparo psicológico. Esse cenário comprova a tese defendida por Byung-Chul Han, no livro ‘‘Sociedade do cansaço’’, na qual ele afirma que a sociedade do desempenho, devido ao excesso de produtividade, têm problemas psicológicos - fato que culmina muitos indivíduos procurarem escape nos cigarros, por exemplo. Nesse sentido, entende-se que a indiferença quanto aos problemas emocionais, reflete em um dos problemas individuais dos consumidores do tabaco.
Em segundo plano, o prejuízo econômico na saúde pública no Brasil é uma das consequências do tabagismo no âmbito coletivo. Esse reflexo é fruto da quantidade de pessoas consumidoras do tabaco que, a longo prazo, desenvolvem doenças devido a ele e, por fim, o cenário faz com que o orçamento do SUS seja afetado por isso. Prova disso, é a pesquisa feita pelo INCA, em 2008, a qual demonstra que em 5 anos os problemas de saúde provindos do tabagismo custam R$105 bilhões. Por isso, pode-se afirmar que o tabagismo culmina no sucateamento do orçamento da saúde pública.
Portanto, diante dos problemas e das consequências que o tabagismo causa no século XXI, urge que medidas sejam aplicadas para amenizar o cenário .Para tanto, é preciso que as escolas, visto que essas instituições têm função social e instrutiva, instrua os pré-adolescentes, por meio de palestras com psicólogos os quais orientem que a fuga do estresse cotidiano com o tabaco não é, de forma plena, a resolução dos problemas, a fim de que aqueles entendam que os problemas emocionais frutos do estresse do cotidiano devem ser tratados com especialistas. Por fim, é necessário que as Secretarias de Saúde em conjunto com a mídia local, façam outdoors que relatem o rombo econômico da saúde pública com doenças evitáveis, mas, que progridem com o uso do tabaco, por meio dos dados do INCA, com o objetivo de elucidar a população sobre as consequências coletivas do hábito.