Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 03/10/2020
Em um episódio da série médica Grey´s Anatomy, um homem fica embebido em gasolina após sofrer um acidente e, por isso, é aconselhado a não fumar durante seu atendimento no hospital, pois entrará em combustão caso o faça; tomado pelo vício, o homem acende um cigarro e acaba pegando fogo, causando sérias queimaduras em seu corpo. Analogamente, na vida real, o tabagismo pode não fazer as pessoas entrarem em combustão, mas as consequências que o vício ao cigarro gera são igualmente devastantes a longo prazo, o que assola a população há décadas e, por isso, devem ser combatidas.
Primeiramente, a Sociedade do Espetáculo é um conceito usado para expressar como os seres humanos tornam tudo em suas vidas um show aos outros indivíduos, exibindo seus bens, atitudes e até mesmo hobbies. Nesse sentido, o cigarro entrou nessa ideia; a ação de fumar, desde sua instauração social até os dias atuais, é vista como algo descolado, símbolo de status e autoconfiança, atingindo principalmente jovens, que querem fazer parte de um padrão e ignoram, assim, os efeitos nocivos a que estão se submetendo. Dessa maneira, a banalização do uso de cigarros tem contribuído ao vício através de gerações, ocasionando doenças graves e até mesmo fatais.
Por conseguinte, a mortalidade de pessoas fumantes tornou-se muito mais alta quando comparada a de não fumantes. Segundo o Doutor Dráuzio Varella, pessoas que fazem o uso de cigarro vivem em média 11 anos a menos, em vista de que o tabagismo prejudica funções respiratórias, cardiovasculares e até mesmo cerebrais, onde o vício se introduz. Além disso, não é somente o próprio fumante que está exposto às consequências do cigarro, mas também aqueles próximos a ele podem sofrer. Estudos científicos relatam que os chamados fumantes passivos, que ingerem a fumaça despropositadamente, estão propensos às mesmas doenças que aquele que fuma. Logo, tais fatos somente demonstram como o tabagismo é uma prática prejudicial a todos.
Destarte, medidas devem ser realizadas para resolver esse problema. Isto posto, o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, por meio de projetos e palestras educacionais nas escolas desde o ensino primário, deve abordar a constituição do cigarro e como seus componentes prejudicam o corpo e bem-estar dos indivíduos. Ademais, também é necessário que o Ministério da Saúde, a partir de um projeto de lei a ser apresentado a Câmara dos Deputados, cobre um limite de maços a serem vendidos semanalmente pelos estabelecimentos comerciais, diminuindo-o a cada 3 meses, com o objetivo de reduzir o acesso ao cigarro aos poucos; assim como atendimento psicológico/psiquiátrico gratuitos voltados ao tratamento do vício. Por fim, espera-se que, com tais medidas, o tabagismo e seus efeitos sejam minimizados, de forma a melhorar a saúde da população.