Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 29/09/2020

Na obra A República, do filósofo Platão, é retratado uma cidade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, esse padrão não é uma realidade no Brasil, quando se trata dos impactos do tabagismo, que apesar de ser visível a redução do número de fumantes ainda se torna um imbróglio na sociedade. Nesse sentido, isso deve-se a falta de informações suficientes, e também a negligência estatal, como divergências do impasse.

Em primeira análise, vale salientar que a insuficiência de informações é uma das razões pela qual o problema ainda perdura. Conforme, o filósofo Friedrich Hegel, ele defende a ideia de que o Estado deve proteger seus filhos, ou seja, os órgãos responsáveis por disseminar conhecimento válido sobre o tabagismo, estão realizando um trabalho inacessível, no qual não chega para todas as faixas etárias, assim faltando cuidado na proteção de sua prole. Dessa forma, é inadmissível essa irresponsabilidade, que pode causar danos irreversíveis a saúde pública e até a independência quimica do uso do cigarro.

Ademais, cabe ressaltar que outra dificuldade enfrentada é a omissão por parte do Estado. De acordo com o pai da medicina Hipócrates, " o homem saudável é aquele que possui um estado mental e físico em perfeito equilíbrio". Nesse contexto, não distante do pensamento filosófico, é perceptível os efeitos da nicotina, no qual poderia ser evitado, pois gera gastos públicos, mesmo que seja vigente a lei antifumo, se tem várias doenças encadeadas, como enfermidades respiratórias, cardiovasculares e cânceres, desse modo seria impossível alcançar o equilíbrio citado pelo pensador. Logo, é inaceitável a posição governamental no qual tem a função de cuidar dos cidadãos.

Depreende-se, portanto, a necessidade de mitigar os obstáculos do tabagismo. Para tanto, o Governo Federal por intermédio do Ministério da Educação (MEC), ramos responsáveis pela administração e educação do país, deve inserir nas escolas e comunidades, campanhas por meio de palestras e debates sobre as consequências do tabagismo. Espera-se, com isso, amenizar os efeitos do cigarro e garantir saúde pública, prevista na Constituição Federal de 1988.