Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 30/09/2020

Antigamente o tabaco era usado pelos indígenas na prática de feitiçaria, pois acreditavam que a fumaça afastava os “maus espíritos”, posteriormente, os europeus ao colonizarem a América apreciaram esse hábito de modo que tornou-se comum o uso nos demais continentes. Nessa lógica, durante muito tempo fumar foi associado à sofisticação sendo, inclusive, retratado demasiadamente na indústria cinematográfica. No entanto, atualmente, sabe-se que o tabagismo é um problema na sociedade, uma vez que possui substâncias tóxicas ao organismo que além de causar o vício, provoca doenças irreversíveis.

Convém analisar, inicialmente, que, o cigarro é constituído de nicotina, uma droga estimulante do sistema nervoso central que causa o vício e a sensação de prazer. Dessa forma, cada vez mais o uso é popularizado, porque além de ser considerada uma droga lícita no país os usuários associam o tabaco à um “escapismo” da realidade ou um alívio momentâneo. A saber, o tabagismo tornou-se comum principalmente entre os jovens, já que é normal observar nos centros da cidade locais destinados à esses usuários que disponibilizam narguilés, também utilizado para o fumo do tabaco. Em suma, como o consumo é estimulado desde cedo, e o hábito de largar é difícil devido as propriedades viciantes, que faz o tabagismo acompanhar o usuário até a idade avançada diminuindo assim o bem estar.

Outrossim, segundo o médico oncologista Drauzio Varela, as doenças físicas causadas pelo uso do cigarro são irreversíveis. Em outras palavras, ao inalar a fumaça proveniente do tabaco, ela se espalha rapidamente na circulação sanguínea do corpo e afeta o pulmão, logo, o consumo contínuo torna o corpo mais propenso à desenvolver câncer em geral e infecções pulmonares. Em virtude disso, o sujeito afetado possui a qualidade de vida reduzida, além de sobrecarregar o sistema público de saúde com doenças que deveriam ser evitada, pois em casos mais graves resultam na morte precoce. Logo, descontruir esse hábito da sociedade pode contribuir para o melhoramento do sistema de saúde, pois os gastos economizados com as doenças resultantes do tabaco podem ser aplicados em outras áreas.

Fica evidente, portanto, a urgência de medidas para amenizar o uso do tabaco e combater essa prática. Assim, cabe ao Ministério da Educação incluir na grade curricular dos alunos do ensino médio uma matérias voltada à discussão do uso dessa droga por meio de debates e palestras de médicos que discutam as consequências físicas no corpo com intuito de criar uma geração mais consciente dos riscos e menos propensa a desenvolver esse hábito. Ademais, a esfera estadual deve promover ajuda psicológica aos viciados por intermédio de clínicas de reabilitação gratuita nos bairros que ilustrem e acompanhem o viciado a deixar de fazer o uso a fim de reduzir o número de fumantes e tabagistas.