Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 29/10/2020

“O futuro pertence àqueles que se preparam hoje para ele.” A máxima do ativista norte-americano Malcolm X reflete o óbice do tabagismo no Brasil hodierno. Tal conjuntura deve-se à negligência estatal e, além disso, à influência da publicidade. Destarte, urge, no âmbito atual, a adoção de medidas, por parte do Estado, a fim de reverter as mazelas oriundas desse problema.

Mormente, é válido salientar a indiligência governamental como fator corroborante dessa chaga social. Nessa perspectiva, o filósofo iluminista Kant, afirmava que o Estado devia agir tendo sempre a dignidade humana como fim. Todavia, tal função é negligenciada, já que mesmo combatido por meio da Lei Antifumo, da Constituição de 88, o cigarro ainda persiste na sociedade, até mesmo de forma ilegal. Dessa maneira, devido a leis falhas, o número de fumantes continua a crescer, e o Governo tem que lidar com exorbitantes gastos públicos de saúde, já que a maioria dos usuários de fumo sofrem complicações respiratórias e cardiovasculares.

Ademais, ressalta-se que o domínio da propaganda atua, de forma perniciosa, nesse contexto. Sob tal óptica, a Psicologia, através do termo “Efeito de Manada”, elucida que existe uma tendência humana de repetir ações feitas por outras pessoas, ainda mais se estas forem influentes. Tal fato acaba sendo utilizado, pelas grandes empresas de fumo, para realizar a propaganda, de forma indireta, de seus produtos. Dessa forma, segundo uma pesquisa da revista “Pediatrics”, cenas de filmes com fumantes influenciam, em cerca de 50% a mais, os jovens a fumarem, evidenciando, assim, o poder de persuasão embutido nesse produto.

Dado o exposto, fica evidente a iminência em cessar a problemática em questão no País. Portanto, é mister que o Governo invista no combate ao cigarro, por meio do cumprimento com proficiência da legislação vigente, com mais fiscalização e impostos sobre o produto, de forma que seu uso seja dificultado e que o valor recebido seja voltado para a recuperação de viciados. Também, é imperiosa a ação estatal no que tange a desmistificação do fumo como um fato normal, mediante campanhas publicitárias, nos principais meios de comunicação e nas escolas, que mostrem a realidade dos viciados, bem como as complicações da saúde dos fumantes, com o fito de reduzir a influência nefasta dessa mercadoria. Assim, visa-se ao bem-estar social e ratifica-se o pensamento de Malcolm X no tocante à preparação para o futuro.