Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/10/2020
É fato que, no Brasil, o tabagismo vem se tornando algo cada vez mais decorrente. Dados divulgados pela Scielo em 2010 apontavam que, até então, havia mias de 1 bilhão de fumantes no mundo, sendo maioria mulheres e outra grande parcela iniciada ainda na adolescência aos 13 anos por influência de jovens e programas televisivos ou pela adrenalina que o mesmo traz.
Este pode ser advindo do cigarro, charuto, cachimbo ou narguilé e acarreta problemas de saúde (como a asma, bronquite, câncer, entre outros), econômicos (dívidas e perda da produtividade) e também, ecológicos (tais quais o empobrecimento do solo, incêndios, etc). Apesar da taxa de mortalidade ter reduzido em 30% depois dos anos 90, ainda é tida como maior que a de HIV, alcoolismo, homicídios e suicídios combinados. A ascensão do cigarro se deu por volta de 1960, quando fumar era considerado “estar na moda” - esta sob influência de jovens, onde diversos programas televisivos incentivavam tal consumo.
Com isso, os terapeutas Prochaska e Di Clemente realizaram um estudo de caso com fumantes apontando o grau de interesse deste em cessar seu vício, se já haviam realizado algum tipo de tratamento, passaram por abstinência ou tiveram recaídas. Então, concluíram que os que procuraram por ajuda de profissionais obtiveram maior sucesso quando comparado com os que tentam parar por conta própria. Paralelo a isso, tem-se o tabagismo passivo, no qual estima-se que milhões de pessoas sejam expostas involuntariamente à poluição que este traz ao meio ambiente inalando a fumaça.
Em vista do que foi apresentado, o Estado deve investir em ações de controle direcionadas à educação, incluindo o tema em forma de debate e conscientização, à legislação, a partir da restrição do acesso dos jovens ao produto e à economia com o aumento de impostos e eliminação de contrabandos. Assim, a população terá uma maior garantia de saúde em gerações futuras.