Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 30/09/2020
É fato que o ser humano, no desenvolver da sociedade, tomou posse de muitos bens naturais e os modificou para o benefício próprio; a exemplo disso, tem-se o tabaco. A partir dessa planta, foi desenvolvido pelos indigenas o ato do fumo, que com o tempo e a exploração europeia na américa, transformou-se em uma mercadoria que permanece até os dias atuais. Apesar de, por séculos, o tabagismo ter sido visto como graciosidade e ostentação, nos dias de hoje é reconhecido como um problema a ser combatido internacionalmente. Assim, de um lado, há a luta pela conscientização global sobre os riscos desse vício, e, por outro, existe um investimento ainda muito grande que lucra nesse setor, assim, continua a contribuir com ameças à biodiversidade marinha e o desgaste da saúde geral.
Visto isso, a ocean consevancy, instituição que luta para a limpeza dos oceanos e a segurança de animais marinhos, divulgou, em 2020, que as bitucas de cigarro estâo entre os lixos mais encontrados em praias do mundo inteiro. Sendo assim, observa-se uma problemática gerada pela desinformação da populaçâo sobre as consequências ao jogar materiais tóxicos em local inadequado; por isso, apresenta-se como um agravante para a destruição de ecossistemas e até mesmo extinção de espécies que vivem nessas áreas. Segundo essa mesma pesquisa, cerca de 4,5 trilhões de resíduos de cigarro são descartadas no mundo por ano, deixando ainda mais evidente o impacto ambiental e social causado por esse produto.
Ademais, o tabagismo interfere, não só na vida marinha, mas também na saúde e bem estar do próprio ser humano. Vale ressaltar que, apesar da delimitação de locais que é permitido o consumo do cigarro, essa droga ainda é vista como algo aceitável socialmente, e isso, indiretamente, corrobora para que as políticas de conscientização não tenham tanto efeito sobre a população fumante. Existe, ainda, um risco para os que convivem com pessoas dependentes e que inalam a fumaça do cigarro; esses são chamados de fumantes passivos e que, de acordo com OMS (organização mundial de saúde), morrem mais de 900 mil pessoas por ano no mundo em decorrência desse fator.
Portanto, é necessário utilizar desses fatores como meio estimulante para o início de mudanças. Dessa forma, por meio de projetos mais eficazes e influentes, organizações e órgãos resposáveis, como a OMS, podem disseminar, por meios de comunicação e ensino direcionado nas escolas, o problema dessa situação e as consequências desse fator para o mundo. Ademais, é função de cada nação prover incentivos para a diminuição do número de pessoas fumantes, para que assim, o tabagismo deixe de ser uma dificuldade da sociedade contemporânea e passe a ser uma problemática apenas do passado.