Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 27/11/2020

A obra “O grito”, de Edvard Munch, apresenta uma figura em profundo desespero. De maneira análoga, tal situação de angústia também está presente na realidade dos brasileiros, visto que, o uso indiscriminado  do tabaco prejudica o bem-estar social. A respeito disso, é notório que a falta de fiscalização e o aumento de doenças psicossomáticas contribuem para a problemática. Nesse sentido, a discussão dos aspectos que assemelham a obra de Munch ao Brasil é indispensável.

Cabe pontuar, em primeiro plano, que é previsto na Carta Magna de 1988 o acesso à saúde como direito básico do homem. Conquanto, não é o que acontece de fato, pois quando trata-se do tabagismo, especialmente no século XXl, é indiscutível que ele afeta o bem-estar social, expondo não só o fumante aos malefícios do cigarro, mas todos os que o cercam. Acerca disso, é indispensável salientar que mesmo havendo políticas públicas que proíbam o usuário de fumar em determinados locais, não há fiscalização para que de fato essa medida seja respeitada.

Ademais, segundo o filósofo Friedrich Hegel, “o homem não é mais do que uma série de seus atos”. Nessa perspectiva, o tabagismo tornou-se uma forma de lidar com o estresse cotidiano, sendo a primeira resposta para momentos ansiedade. Dessa forma, é válido ressaltar, a título de ilustração, pesquisas do Ministério da Saúde de 2019 em que existe uma relação entre a existência de algum transtorno mental prévio e o tabagismo, especialmente os de ansiedade e de humor. Assim, é adequado relacionar  aumento do tabaco a uma sequência de fatores condicionantes à saúde emocional.

Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolução do impasse. Sendo assim, o Estado deve investir não só em uma fiscalização mais rígida mas também, em campanhas que promovam do bem-estar social. Isso pode ocorrer por meio da capacitação de mais fiscais para a execução de trabalho vigilante em estabelecimentos de pequeno, médio e grande porte, e também, elaborar projetos comunitários em postos de saúde pública, fornecendo tratamento ao tabagismo e consultas regulares com psicólogos e psiquiatras. Desse modo, “O grito” será apenas uma obra vanguardista.