Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 09/10/2020
A sensação de liberdade e tranquilidade, expressa nas propagandas de cigarros, foi substituída pela realidade “nua e crua” do leque de doenças causadas pelo tabagismo. Em concórdia, o problema do aumento do uso de cigarros têm sido proporcional à elevação de doenças, tanto ao fumante e aos demais. Diante disso, cabe analisar essa relação de causa e consequência.
Em primeiro lugar, o tabagismo tem sido o pilar-mor para sustentar a instabilidade da saúde pública, isso se dá pela presença da nicotina que contribui para o aumento de dependentes químicos, e consequentemente eleva-se os gastos públicos. Segundo o INCA, Instituto Nacional do Câncer, em 2015, os custos com assistências médicas devido o tabagismo no Brasil foram de quase 40 milhões de reais. Portanto, o aumento do uso de substâncias psicoativas é um problema no século XXI, pois lesa a saúde do coletivo, com o aumento de um sistema de saúde congestionado e escasso de investimentos para tratar de outras necessidades clínicas.
Em segundo plano, a ideia de que apenas o fumante é prejudicado foi avessada, pois a realidade configura um prejuízo para ambos, tanto ao fumante ativo e ao passivo. De acordo com Gustavo Gouveia, Oncologista, a fumaça é mais tóxica para os fumantes passivos, pois esses recebem a nuvem tóxica não filtrada; e prejudicial para ambos, porque a alta temperatura da fumaça inalada é a principal causa de queimas das vias aéreas, ou seja, favorecimento do aumento de doenças cardiovasculares. Com isso, entende-se que há prejuízos ambíguos e que a empatia com a saúde própria e alheia é substituída por breves momentos prazer.
Infere-se, pois, que o tabagismo precisa ser combatido. Por certo, que o Ministério da Saúde deve criar programas televisivos, com Médicos que promovam debates sobre os ricos de doenças para os fumantes, em horários entre 12 e 18 horas e estimulem atividades físicas e a substituição de alimentos que diminuam o vício para os viciados. Resultado disso, é a recuperação gradativa e uma redução de doenças cardiovasculares.