Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 16/10/2020
A implementação da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabagismo é um dos principais elementos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. No entanto, o tabagismo no Brasil e no mundo continua crescendo, sendo, inclusive, uma das causas da doença que mais mata: o câncer de pulmão. Por isso, é essencial analisar os problemas e consequências do vício, bem como meios de superá-lo.
Nessa perspectiva, as substâncias tóxicas presentes no tabaco, como a nicotina, geram dependência e risco de doenças que vão além das pulmonares. De acordo com um levantamento feito pelo Sesi Farmácia em 2018, há mais de 10 mil mortes por ano decorrentes do uso do tabaco, e a tendência é de que os números cresçam. Pois a droga afeta boca, pulmões, cérebro, estômago e, também, coração; causando problemas, muitas vezes, irreversíveis.
Nesse viés, o tabagismo prejudica o fumante, as pessoas ao seu entorno, o Sistema Único de Saúde (SUS) – que passa a ter sobrecarga – e, inclusive, o meio ambiente. Também é importante lembrar que os fumantes passivos são ainda mais prejudicados do que os ativos, já que a fumaça inalada é mais tóxica. Além disso, outro problema é a Síndrome de Abstinência, pois muitos viciados, ao tentar parar de fumar, enfrentam crises de ansiedade e acabam retornando ao vício, o que demonstra a insuficiência de campanhas e programas de ajuda.
Dado o exposto, a fim de superar o problema do tabagismo no século XXI, em suma no Brasil, cabe ao SUS ampliar os programas de tratamento e de ajuda no processo de abstinência, por meio do fornecimento e distribuição de psicoterapias, suplementação de nicotina por via não inalatória e medicações psicoativas. Ademais, é mister que as escolas e as mídias sociais promovam campanhas educativas e distribuição de materiais, buscando expor os riscos e conscientizar à população não fumante e informar aos fumantes sobre o apoio e preparo fornecidos pelos órgãos de saúde para aqueles que querem largar o vício. Como efeito, o tabagismo deixará de ser um impasse e a Agenda 2030 estará mais perto de ser cumprida.