Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 02/10/2020

No século XX, fumar era considerado um rito de passagem para a vida adulta, influenciado diretamente pela publicidade criminosa das indústrias tabagistas. Assim, no Brasil contemporâneo, tal ato entrou na banalidade, mesmo tendo em vista os riscos inerentes à saúde. Ademais, nota-se que o sistema de saúde não possui políticas eficazes para tratar os dependes do tabaco. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de melhorar a saúde pública.

Em primeiro lugar, evidencia-se que o pensamento da filósofa Hannah Arendt se adequa ao atual momento. Como dito por ela, quando algo é visto como rotineiro e normal, entra na questão da banalidade, ou seja, o que é errado torna-se comum. Dessa forma, o tabaco, mesmo com suas consequências para saúde, faz-se presente na sociedade. Assim, o número de adeptos ao tabagismo cresce, uma vez que são influenciados pela população, e portanto, doenças respiratórias como bronquite, asma e câncer de pulmão passam a atingir grande contingente populacional.

Por conseguinte, é notório os problemas gerados pelo precário sistema de saúde. Este, por não ter condições financeiras significativas, não consegue atender a grande demanda de dependentes do tabaco. Segundo uma pesquisa feita pela OMS, mais de 16 milhões de brasileiros são viciados em fumar. Sendo assim, o vício transforma-se em um problema de calamidade pública, afinal não é apenas o fumante que contrai doenças, e sim, a sociedade em geral, que sofre com consequências alarmantes, tais como: comprometimento do ar e inalação de substâncias tóxicas.

Portanto, são evidentes os problemas causados pelo tabaco na sociedade contemporânea. Assim, concerne ao Ministério da saúde criar políticas de reeducação populacional, as quais visem mudar o aspecto do tabaco na sociedade, mostrando o mesmo como um malefício à saúde. Esta, deverá ser feita por meio de panfletagem ou comercias em canais de comunicação, os quais retratem as consequências geradas pelo mesmo. Dessa forma, o direito à sáude, garantido pela Constituição, será mantido.