Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 04/10/2020

No prelúdio da contemporaneidade, o combate ao tabagismo configura-se como um desafio a ser resolvido no Brasil. De um lado, a negligência do Estado ao não elevar os impostos da caixa de cigarro funciona como o problema principal. Do outro, a falta de empenho da população para mudar os maus hábitos, mesmo com os efeitos colaterais dessa mazela, impulsiona a problemática que urge por soluções.

Em primeiro plano, é relevante abordar que, sem dúvidas, o Poder Público não direciona seus atos de forma incisiva no combate ao tabagismo. Prova disso é que, de acordo com o IBGE, o país gastou 20 bilhões para controlar os problemas de saúde causados pelo uso do tabaco e, em contrapartida, cada contribuinte brasileiro pagou apenas R$3,90 por cada maço de cigarro, gerando a mísera arrecadação de 6 bilhões de impostos, não compatível aos danos ambientais e corporais causados. Assim, é irrefutável que o Brasil deve agir, incisivamente, para garantir o direito à saúde plena, conforme previsto na Constituição Federal - baseada na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Ademais, vale ressaltar que conforme apregoa o médico Drauzio Varella, o tabagismo traz consequências não só para as atuais gerações, mas também para as futuras, haja vista o aumento no índice de doenças genéticas acarretadas pelas substâncias do tabaco. Nesse sentido, de maneira torpe, os indivíduos fumantes ignoram as 4.700 substâncias tóxicas presentes na fumaça de um cigarro, a dependência química causada pela nicotina, as 5 milhões de mortes anuais no planeta e a poluição atmosférica por conta dos cigarros. Logo, não há como negar que a sociedade deve agir de forma proativa, cessando a cultura enraizada de não pensar nas próximas gerações, em prol da homeostase dos organismos vivos.

Dessa forma, fica clara a necessidade de um plano de ação intersetorial com vistas à redução dos efeitos do tabagismo. Isso se dará com a atuação do Ministério da Saúde, ao direcionar maiores investimentos em campanhas socioeducativas, por meio das redes sociais - como Facebook e Instagram -, relatando casos de pessoas que adquiriram comorbidades devido ao uso descomedido do tabaco e, somado a isso, ao solicitar ao Ministério da Economia o aumento significativo dos impostos desse produtos, a fim de diminuir o poder de compra e os danos causados por eles. Com isso feito, o Brasil, felizmente, proporcionará aos cidadãos uma vida saudável, em consonância com os direitos humanos.