Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 05/10/2020
O filme norte-americano “Casablanca” é um clássico do cinema hollywoodiano. E embora sua narrativa seja o romance e o drama, o cigarro “participa” de todas as cenas, quase como essência das personagens. Fora da ficção, o tabagismo, ainda, permanece como uma prática nos mais diversos segmentos sociais, como fruto de uma publicidade pró-tabagista e pela ausência de medidas estatais, que por sua vez originam problemáticas na saúde e socioeconômicas. Por isso tudo, esse problema precisa ser erradicado por intermédio de ações legais, socioeducativas e sanitárias.
Nesse contexto, é notório que o uso demasiado do tabaco permanece como um dos “hábitos mortais” da sociedade, alimentado pela publicidade e marketing tabagista desenfreada e pelo “esquecimento” do estado. Isso porque, a mídia tem um caráter influenciador nas decisões sociais. Basta ver, por exemplo, o efeito “Humphrey Bogard” - figura lendária dos cinemas americanos que ostentava cenas de filmes, anúncios e outras mídias usufruindo do cigarro - e portanto, sendo responsável pelo alastramento da prática nos estratos sociais. Por outro lado, o estado leniente falha em fiscalizar o marketing em torno do tabaco, além disso, a lei antifumo não é praticada em sua totalidade, o que configura alicerces a mais ao problema.
Indubitavelmente, os impactos da prática do fumo reverberam nas esferas sociais, econômicas e sanitárias. Nesse sentido, faz-se perceptível que os direitos previstos na Constituição Federal de 1988 são sucateados pela cultura tabagista. Isso porque, o tabaco promove sequelas aos indivíduos e grupos, de forma imediata e a longo prazo. Para o indivíduo, surge a dependência nicotínica a curto prazo e o aparecimento de doenças crônicas não transmissíveis como herança tardia, reduzindo a qualidade de vida e aumentando a mortalidade. Por sua vez, os grupos não tabagistas sofrem do fumo passivo e do mesmo adoecimento. De outro lado, na esfera socioeconômica, os gastos com saúde causados pelo tabagismo ocasionam o sucateamento de outros direitos sociais - educação, lazer, alimentação – assim como, pela manutenção financeira do hábito pelos indivíduos.
Para conter o problema, organizações não governamentais e governamentais devem criar uma taxação exemplar e monetária ao redor do tabaco, de tal modo que os impostos e o preço torne insustentável manutenção desse comércio. Ainda, o governo, deve, reforçar a lei antifumo em ambientes fechados e restritos. De outro lado, a escola necessita promover ações educativas voltadas a promoção da saúde, criando oficinas, palestras e fóruns de conteúdo educativo e preventivo da prática do fumo, gerando jovens com consciência social e sanitária. Finalmente, o Ministério da Saúde, deve criar campanhas de combate ao tabagismo, enfatizando seus males a sociedade e ao indivíduo.