Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 05/10/2020
A partir do descobrimento do tabaco em 1520, por colonizadores espanhóis, alterou-se a utilização desse produto que era apenas de conhecimento indígena. No contexto atual, o tabaco adquiriu proporções alarmantes, sendo desfrutado majoritariamente para o consumo humano na forma de cigarros. Dessa forma, essa droga lícita acarreta em diversas problemáticas, afetando de maneira direta e indireta outros indivíduos. Assim, ocorre uma naturalização em relação ao tabagismo entre os jovens, além de tornar os fumantes mais suscetíveis ao Covid-19.
Mormente, é fulcral pontuar que é vivenciado um exponencial aumento no número de jovens fumantes no Brasil. Desse modo, existe uma influência direta dos responsáveis por esses adolescentes, uma vez que, acontece uma naturalização devido o uso frequente do tabaco por esses. Nesse sentido, segundo a revista “Adolescência e Saúde”, cerca de 15% à 40% dos usuários dessa droga são jovens e entre os adultos, 90% afirma ter começado antes dos 18 anos. Consequentemente, é notável o avanço na quantidade de jovens com câncer pulmonar decorrente do uso continuo do tabaco.
Em segunda análise, é imprescindível ressaltar que o tabagismo está diretamente ligado com o crescimento no número de mortes por conta da pandemia do Covid-19. Assim, devido ao deplorável estado em que se encontram a maioria dos pulmões dos que usam o tabaco, é visível uma maior vulnerabilidade desses. Nesse sentido, informações compartilhadas pelo Instituto Nacional do Câncer confirmam que fumantes estão no grupo de risco, visto que, às milhares de substâncias tóxicas emitidas pelos cigarros prejudicam os pulmões. Por conseguinte, se não há o cumprimento das regras de segurança, haverá um elevado número de mortes de usuários de tabaco em decorrência do novo corona vírus.
Em suma, é necessário desnaturar a relação dos jovens com o tabagismo e reduzir consideravelmente o uso do tabaco na pandemia para a resolução dos impasses citados anteriormente. Dessa maneira, é de responsabilidade do Ministério da Educação, instância responsável pela educação no Brasil, implantar juntamente com as escolas, aulas que sinalizem os riscos provenientes da utilização contínua do tabaco. Assim, por meio de plataformas digitais essas ações se tonarão mais eficazes, evitando o uso precoce dessa droga. Além disso, cabe ao Poder Legislativo, parte do governo responsável por criar leis, desenvolver uma lei que torne obrigatória a divulgação nas mídias sociais sobre a vulnerabilidade dos fumantes em relação a pandemia do novo corona vírus.