Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 05/10/2020
O tabaco, planta usada por indígenas, especialmente para rituais religiosos, no qual acreditavam que a fumaça tinha poderes mágicos, se difundiu por todos os continentes por causa da colonização europeia, se tornando muito popular entre todas as classes sociais. Atualmente, seu uso é comum e legalizado por lei, sua comercialização é de fácil acesso e seu custo baixo. Entretanto, o tabagismo gera vício e pode agravar quadro de doenças respiratórias. Nesse contexto, o comportamento social e a negligência governamental são alguns dos causadores da persistência desse problema.
No que concerne a problemática, há desconhecimento do povo brasileiro em relação ao uso do cigarro. Segundo o francês Michael Foucault, as escolas são instituições de sequestros, tendo em vista que priorizam a ordem e a disciplina em detrimento da formação social do cidadão. Contudo, a teoria do filósofo é experimentada na sociedade brasileira, tendo em vista que os centros pedagógicos não abordam questões que debatam as consequências do uso dessa planta, e que seu consumo não deve ser bem visto nos dias atuais, no qual o uso exacerbado pode levar à dependência química e causar sérios problemas de saúde. Como consequência, surge o desconhecimento de tais fatos, levando a dependência de parte da população.
Outrossim, a falta de leis que torne o uso do cigarro mais restrito é um fator agravante do problema. Nesse viés, consoante ao contratualista Thomas Hobbes, todo indivíduo abre mão de parte de sua liberdade e delega funções ao Estado, por meio de contratos sociais, em busca de um bem-estar comum. Em analogia, tem-se pouca representatividade no Congresso Nacional, no que diz respeito à leis que restrinjam tal hábito, tendo uma idade mínima para consumo, e estabelecimentos que vendam cigarros para crianças e adolescentes devem ser legalmente punidos, dificultando o uso e os locais de acesso. Dessa forma, o uso começa desde muito cedo, tendo um aumento entre os jovens.
Urge, portanto, medidas para diminuir tal fato em questão. Para isso, o Ministério da Educação em parceria com o Estado, devem promover medidas para desestimular o tabagismo. Isso será feito por meio de palestras, aulas expositivas e relatos, ministradas por professores de biologia e educação física, médicos e ex usuários, que irão mostrar os malefícios físicos e mentais desse hábito. Desse modo, os jovens não irão se interessar e o número de usuários de tabaco diminuirá na sociedade brasileira.