Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 05/10/2020

No Brasil, as propagandas de cigarro são proibidas e as embalagens desse produto informam os perigos de seu consumo. Apesar de todas as restrições para a publicidade desse bem, o tabagismo vem notabilizando-se como uma adversidade substancialmente comprometedora à saúde no país. Diante disso, é evidente o desafio para combater essa circunstância desafiadora, que é ainda agravada tanto pela negligência de instituições formadoras de valores comportamentais quanto pela ineficácia de ações políticas.

Em princípio, por a dependência química ser muitas vezes vista como um tabu, grande parte das famílias e outras instituições sociais, como as escolas, omitem-se no repasse de informações acerca dessas questões, além de não criarem um ambiente seguro e acolhedor para que esse assunto seja levantado sem julgamentos. Com isso, muitos indivíduos têm pouco ou nenhum conhecimento de como se tratar, o que corrobora o agravamento do quadro. Nesse sentido, verifica-se que, mesmo após avanços na área da saúde, ainda há muita desinformação e negligência a respeito do tabagismo por parte dos brasileiros, o que faz que, muitas vezes, o direito à saúde permaneça apenas no papel.

Ademais, no contexto relativo à questão pública, é flagrante a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para a prevenção do vício em substâncias químicas. Essa debilidade pode ser comprovada pelo papel passivo que o Ministério da Saúde exerce na administração do país. Instituído para ser um órgão que promova a saúde dos brasileiros, tal ministério ignora ações que poderiam, potencialmente, evitar que os brasileiros tenham o primeiro contato com drogas como o tabaco, como projetos que incentivem a prática de esportes, a preocupação com o bem-estar do corpo e o cuidado com a saúde. Logo, indubitavelmente, é necessário maior engajamento por parte das autoridades competentes para resolver a questão da saúde mental dos brasileiros.

Portanto, com o objetivo de consolidar, satisfatoriamente, uma mentalidade social que lute contra o vício em substâncias químicas, compete a mais famílias, empresas e até setores da imprensa ampliar, por meio, respectivamente, de mais diálogos domésticos, cartilhas educativas, palestras ou documentários em horário nobre sobre o tema, a necessária preocupação com a dependência química. Além disso, cabe ao Governo Federal intensificar investimentos em políticas públicas para garantir o tratamento de indivíduos viciados e desencorajar o primeiro contato dos cidadãos com o tabaco, por meio de uma reestruturação orçamentária capaz de destinar ao Ministério da Saúde mais recursos específicos para contemplar essa questão. Assim, será possível garantir uma diminuição nos números de indivíduos viciados em tabaco no Brasil.