Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 10/10/2020
A sensação de liberdade e tranquilidade, expressa nas propagandas de cigarros, foram substituídas pela realidade " nua e crua" do leque de doenças causadas pelo tabagismo. Em concórdia, o problema do aumento do uso de cigarros tem sido proporcional à elevação de doenças, tanto ao fumante e aos demais. Diante disso, cabe analisar essa problemática e as consequências trazidas por ela.
Em primeiro lugar, o tabagismo tem sido o pilar-mor para sustentar a instabilidade da saúde pública, isso dá-se pela presença da nicotina que contribui para o aumento de dependentes químicos, e consequentemente, eleva-se os gastos públicos. Segundo o INCA, Instituto Nacional do Câncer, em 2015, os custo com assistências médicas devido o tabagismo no Brasil foram de quase 40 milhões de reais. Portanto, o aumento do uso de substâncias psicoativas é um problema do século XXI, pois lesa a saúde do coletivo, com aumento de um sistema de saúde congestionado e escasso de recursos para tratar de outras necessidades clínicas.
Em segundo plano, a ideia de que apenas o fumante é prejudicado foi avessada, pois a realidade configura um prejuízo recíproco, tanto para o fumante ativo e fumante passivo. De acordo com Gustavo Gouveia, oncologista, a fumaça é mais tóxica para os fumantes passivos, já que recebem a essa não filtrada. Ademais, o oncologista afirma que a nuvem tóxica possui uma temperatura elevada, o que causa as queimas das vias aéreas, ou seja, emergindo doenças cardiovasculares. Com isso, entende- -se que há prejuízos ambíguos e que a empatia com a saúde própria e alheia é substituída por um breve momento de prazer.
Infere-se, pois, que o tabagismo precisa ser combatido. Por certo, que o Ministério da Saúde deve executar a promoção de programas televisivos, com médicos que demonstrem as consequências mortais do tabaco aos fumantes, mas estimulem a atividade física e uma reeducação alimentar, com alimentos que diminuam a ação nicótica nos dependentes. Resultado disso, é uma queda dos gastos públicos e redução de doenças.