Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 10/10/2020

Em “Bonequinha de luxo”, filme da década de 1960, o cigarro aparece em várias cenas com o objetivo de ajudar a intensificar o glamour da protagonista. Saindo da ficção, apesar do hiato temporal, percebe-se que a prática do tabagismo ainda é uma problemática atual. Na conjuntura brasileira, nota-se que embora o uso do tabaco tenha sido restringido nas últimas décadas, seu consumo permanece enraizado na sociedade. Sob esse viés, é válido analisar o que motiva, bem como os efeitos dessa prática na atualidade brasileira.

Primeiramente, é fundamental notar o papel histórico da mídia como precursora das práticas de tabagismo. Isso ocorre por meio da capacidade midiática em introduzir novos hábitos na vida dos indivíduos, manipulando-os de acordo com interesses próprios. Em vista disso, o cigarro - principal derivado do tabaco - passou a utilizado como acessório de elegância e moda e consequentemente, um modelo de hábito a ser incorporado pela sociedade. Essa questão pode ser observada na propaganda da marca Marlboro que associava o produto a um estilo de vida glamoroso e moderno. Dessa forma, esse hábito histórico permanece presente na vida de milhares de brasileiros.

Observa-se, ainda, os diversos efeitos ocasionados pelo uso do tabaco na vida dos usuários. Tal fato acontece devido à dependência da nicotina, que possui relação com mais de 50 enfermidades, entre elas: câncer de boca e lesões no cérebro. Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 400 pessoas morrem por dia em decorrência do uso da nicotina e é a causa de 90% de todos os cânceres de pulmão. Ademais, o uso do tabaco acarreta em uma perda de produtividade de quem fuma ou trabalha próximo de fumantes, o que compromete o desempenho e gera alto custo para as empresas. Assim, além de ser uma questão de saúde pública, o tabagismo também afeta na esfera econômica.

A fim de atenuar esse impasse, faz-se necessário que medidas sejam tomadas. Urge-se que o Governo Federal adote medidas de desincentivo ao uso do tabaco por intermédio da ampliação de leis antitabagistas, como a política de preços mínimos para os cigarros, com o propósito de diminuir o consumo do produto e seus derivados para que haja uma melhor qualidade de vida para os cidadãos brasileiros. Desse modo, com medidas pontuais e gradativas, o hábito de fumar ficará restrito apenas a obras ficcionais.