Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 11/10/2020
O Brasil nos últimos anos conquistou um significante decréscimo no número de pessoas fumantes graças à eficiência de suas medidas públicas contra esse mal. Todavia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 6 segundos uma pessoa morre de doenças relacionadas ao cigarro. Posto isto, constata-se a imprescindibilidade de se combater o tabagismo através da coibição da glamourização do fumo na sociedade e, por conseguinte, seus graves efeitos para a saúde.
De início, é válido ressaltar que o cigarro é uma droga lícita, porém altamente viciante devido à presença de diversas substâncias tóxicas em sua composição, as quais também são causadoras de graves doenças. Desde 1924, data da primeira propaganda da Malboro de incentivo ao tabagismo, a qual vinculava o cigarro à liberdade feminina, existe o fetichismo do fumo. De modo análogo, na atualidade, 1 a cada 3 fumantes menores de 18 anos começam a fumar por incentivo de filmes e séries segundo a Trurth Orange. Tais fatos expõem a necessidade de ações, além das vigentes, que cessem esse vislumbre responsável por somar cada vez mais jovens as estatísticas de dependentes químicos. Simultaneamente, sabe-se que o tabagismo é altamente prejudicial à saúde e responsável por doenças muitas vezes fatais como o câncer de pulmão e infarto. Além disso, há uma parcela da população não fumante que é exposta à fumaça de cigarros, os chamados fumantes passivos, e de acordo com a OMS esses obtém 30% de aumento das chances de desenvolver as enfermidades citadas. Logo, existe um grande gasto na saúde destinado aos males gerados pelo fumo, cerca de 57 bilhões de reais de acordo com o Censo de 2020, entretanto, essa verba poderia ser redirecionada tendo em vista que o tabagismo pode ser evitado. Posto isto, verificam-se não só os efeitos do cigarro para a saúde individual como também pública e com isso, torna-se crucial suprimir esse mal.
Diante do exposto, faz-se indispensável que o Ministério da Saúde, detentor do conhecimento necessário, crie propagandas antifumo por meio da divulgação na grande mídia, tais como a televisiva e as redes sociais com o intuito de disseminar informações e conscientizar a população dos prejuízos advindos do uso do cigarro, e assim, ceifar a influência do fetichismo do fumo, preservar a saúde individual e pública.