Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 11/10/2020
A sensação de liberdade e tranquilidade expressa nas propagandas de cigarros foram substituídas pela realidade mortal do leque de doenças causadas pelo tabagismo. Em concórdia, o problema do aumento do uso de cigarros tem sido proporcional à elevação de doenças, tanto ao fumante quanto aos demais. Diante disso, cabe analisar essa problemática e as consequências trazidas por ele.
Em primeiro lugar, o tabagismo tem sido o pilar-mor para sustentar a instabilidade da saúde pública, pois a presença da nicotina contribuiu para o aumento de dependentes químicos e, consequentemente, eleva-se os gastos públicos. Segundo o INCA, Instituto Nacional do Câncer, em 2015, os custos com assistências médicas devido o tabagismo no Brasil foram de quase quarenta milhões de reais, Portanto, o aumento do uso de substâncias psicoativas é um problema no século XXI, pois lesa a saúde do coletivo, com aumento de um sistema de saúde congestionado e escasso de recursos para tratar de outras necessidades clínicas.
Em segundo plano, a ideia de que apenas o fumante é prejudicado foi avessada, porque a realidade configura um prejuízo recíproco, tanto para o fumante ativo e fumante passivo. De acordo com Gustavo Gouveia, oncologista, a fumaça é mais tóxica para fumantes passivos, já que recebem essa não filtrada. Ademais, o oncologista afirma que a nuvem tóxica possui uma temperatura elevada, o que causa a queima das vias aéreas, ou seja, aparecimento de doenças cardiovasculares. Com isso, entende-se que há prejuízos para ambos e que a empatia com a saúde própria e alheia foi substituída por um breve momento de prazer.
Infere-se, pois, que o tabagismo é um problema a ser combatido. Por certo, que o Ministério da Saúde cabe a criação de um programa televisivo que se chamará “saúde em foco” que contará com a presença de médicos que falarão sobre as consequências do tabagismo e dicas alimentares que auxiliem na diminuição da ação nicótica nos fumantes. Produto disso, é um equilíbrio nos gastos públicos e a queda de doenças cardiovasculares.