Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 12/10/2020

O filme norte-americano ‘‘Obrigado por fumar’’ tematiza, entre outros aspectos, a influência da indústria do tabaco não apenas na redução da qualidade de vida dos indivíduos, mas também seu peso sobre as políticas públicas econômicas e de saúde. Nesse contexto, o Brasil enfrenta hoje os problemas relacionados à praticas tabagistas, como o adoecimento da população. Diante disso, os altos investimentos em publicidade, bem como a maior maleabilidade, principalmente, dos adolescentes, são os principais fatores que conduzem  à ascensão do tabagismo na contemporaneidade.

Em primeiro plano, é preciso evidenciar o papel da publicidade como responsável pelo aumento do consumo de cigarros pelos brasileiros. Assim como demonstrado na obra ‘‘Obrigado por fumar’’, a indústria do cigarro investe milhões na divulgação, além da realização patrocínios e eventos voltados à população. Como consequência disso, observa-se o aumento dos prejuízos individuais e coletivos gerados pelos hábitos de consumir cigarros. No que diz respeito à saúde individual percebe-se a elevada incidência de patologias como o câncer de pulmão e a hipertensão. A longo prazo, por sua vez, até mesmo os indivíduos que não fumam são afetados pelo tabagismo haja vista a sobrecarga sobre o sistema público de saúde , devido aos altos gastos públicos nos tratamentos.

Em segundo plano, cabe mencionar o elevado uso de cigarros entre os mais jovens como impulsor da ascensão do tabagismo atualmente. Dessa forma, a maior vulnerabilidade dos adolescentes à aderir esses hábitos se dá a partir  de um fenômeno conhecido como ‘‘Viés de grupo’’, que se refere à tentativa de inserção na coletividade por meio da cópia de comportamentos e valores uns dos outros. Esse quadro, é intensificado por uma negligência governamental no que tange ao artigo 196, da Constituição Federal de 1988, o qual garante o direito à saúde, visto que nos últimos anos nota-se um afrouxamento das campanhas de alerta sobre os prejuízos do cigarro.

É necessário, portanto, a resolução dessa problemática de saúde pública. Por isso, as mídias, utilizando, por exemplo, redes sociais, rádio e televisão, devem elaborar campanhas publicitárias mais apelativas, alertando para os perigos do cigarro com foco, principalmente, nos jovens - público no qual mais cresce o tabagismo- a fim de prevenir a formação de novos fumantes. Ainda, com o fito de proteger os indivíduos que já se encontram enredados nesse vício, o Ministério da Saúde deve aumentar a oferta de tratamentos e grupos de apoio a ex-fumantes, por meio de uma atuação multifatorial - a exemplo de psicólogos, médicos e outros profissionais da saúde. Desse modo, será possível garantir a prevenção de novos tabagistas e também a ajuda às pessoas que já se encontram nessa situação.