Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 17/10/2020
Na série britânica “Peaky Bliders”, os personagem caracterizam-se pelo uso exacerbado de bebidas alcoólicas e de cigarros. Fora da ficção, comportamentos como esses são facilmente identificados, principalmente no que tange o tabagismo. Indubitavelmente, a ineficiência da lei antifumo acarreta em milhões de mortes todos os anos, escancarando a dimensão da problemática.
Em primeira análise, é evidente que a falta de aplicação correta da lei que proíbe o uso de produtos a base de nicotina em lugares públicos esboça um problema de saúde pública. Nesse sentido, o escritor Gilberto Dimenstei afirma, em sua obra O Cidadão de Papel, que a falta de aplicação da Legislação faz com que haja uma falsa impressão de cidadania. Desse modo, constata-se que o mecanismo de criação de leis que não vigoram funciona como uma venda social, não sendo suficiente para romper com a questão do tabagismo.
Consequentemente, a manutenção desse impasse leva 8 milhões de pessoas a óbito todos os anos, incluindo fumantes passivos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Sem dúvidas, as mais de 7000 substâncias presentes nos cigarros, entre elas a nicotina, desencadeiam em diversos problemas nocivos a saúde humana, como por exemplo vários tipos de de câncer que acometem principalmente o sistema respiratório, além da dependência química. Certamente, todos esse fatores somados configuram um panorama social de mortes.
Depreende-se, portanto, a urgência de acabar com os problemas decorrentes do tabagismo. Para que isso ocorra, o Poder Legislativo deve garantir a aplicação da lei antifumo de maneira rígida. Essa medida pode obter sucesso através da aplicação multas aos estabelecimentos que permitirem o fumo em locais públicos. Paralelo a isso, a criação de áreas próprias para fumantes pode facilitar o sucesso dessa lei. Assim, poder-se-ia diminuir o número de mortes, pois se reduziria os casos de fumantes passivos e também haveria cidadania plena.