Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 05/11/2020
Historicamente, principalmente durante o século XX, o cigarro foi um produto de consumo popular. Ao longo dos anos, a indústria do tabaco se estabeleceu como um nicho de mercado para as massas — esse acabou se tornando um item de grande prestígio: o cigarro popularizou-se, sendo estimulado seu consumo em todos os lugares, ele também serviu como uma ferramenta de status social veiculado a propagandas de varejo. Contudo, com a evolução da ciência, foi-se descoberto os fatores nocivos e degradantes desse item para saúde. Nos dias atuais, entretanto, mesmo com o alerta das autoridades sanitárias, esse consumo persiste alto ligado às grandes taxas de problemas de saúde e banalização de seu uso.
Em primeiro lugar, precisa-se mencionar que a alta dosagem de problemas crônicos relacionados ao tabagismo é um empecilho atual. Isso se evidencia devido o recorrente uso desse produto tóxico — que afeta diretamente as vias respiratórias e cardiovasculares. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) pondera os efeitos nocivos dessa substância no organismo (pois causa dependência química, vício, e problemas sistêmico). Em consoante, essa situação afeta diretamente nas verbas injetadas nos sistemas de saúde público, que precisa investir cerca de 30% de seu capital no tratamento de fumantes.
Ademais, as consequência dispendiosas no sistema público de saúde e sua dependência podem estar atrelados a banalização do uso deste produto. Dito isso, essa condição se assemelha ao conceito de “Banalidade do mal” de Hannah Arendt, no qual a sociedade contemporânea interpreta problemas nocivos a todo o corpo social como algo cotidiano e corriqueiro, perdendo seu valor desastroso. Dessa forma, o cigarro, que gera grandes imbróglios, ainda continua sendo um produto extremamente consumido e a população transforma essas consequências como algo banal.
Em suma, para que esses problemas não passem por processos de ressurgência, é preciso que o Sistema único de Saúde (SUS) e o Ministério da Educação (MEC) se mobilizem para introduzir aulas obrigatórias para todos os níveis de ensino escolar (principalmente o superior), por meio de professores de sociologia que mostrem dados específicos da situação dos fumantes do Brasil e conscientizem a população com aulas filosóficas (para que o ensino seja mais proveitoso, seria interessante introduzir palestras, vídeos, e apostilas interativas). Para que possua a finalidade de auxiliar a população a entender as consequências desta condição e perderem o interesse de consumir esse produto.