Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 18/10/2020

Historicamente, no transcorrer do século XX, o uso do cigarro foi romantizado como forma de “status social” no Brasil, isso tudo, decorrente da influência da mídia, mediante propagandas, filmes e artistas. Entretanto, mesmo com a erradicação do papel dos meios propagandistas, tal empecilho ainda torna-se presente na atual conjuntura. Nesse contexto, a inconsistência dos projetos de conscientização, atrelado a um regresso sociointelectual tende a agravar mais esse problema. Logo, ocasiona um maior colapso no sistema de saúde e, ao mesmo tempo, corrobora as relações interpessoais.

É pertinente abordar, a priori, que o uso indiscriminado do tabaco tem resultado em inúmeros paradigmas que atinge não somente à saúde individual do fumante, mas também à coletiva, ou seja, a exiguidade assistencial do Estado em viabilizar campanhas socioeducativas possibilita essa expansão da defasagem do sistema público de saúde. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) o cigarro mata mais de 8 milhões de pessoas por ano, sendo 7 milhões dessas mortes resultam da utilização direta desse produto, enquanto cerca de 1,2 milhões é o resultado de não-fumantes expostos ao fumo passivo e, assim, nota-se a despreocupação das pessoas tanto com seu bem-estar, como também com o dos seus semelhantes. Destarte, ratifica-se a efemeridade das relações sociais e, também, o desinteresse estatal em findar essa problemática.

Por conseguinte, é notório que esse aumento no número de fumantes propende a suscitar diversos casos de patologias, já que esses produtos apresentam várias substâncias cancerígenas. Á vista disso, é fato que esses indivíduos acometidos por essas doenças, como a bronquite crônica, pendem a gerar maiores gastos para o setor de saúde e, com isso, inviabiliza qualquer direcionamento de verbas para outras instâncias, exemplo à educacional e, assim, ocorre a banalização do uso do cigarro, posto que a parcela abastarda pedagogicamente e financeira da sociedade desconhece os malefícios do tabaco. Dessarte, reverbera-se uma inconstitucionalidade propiciada pelo governo que deprecia as diretrizes presente na Carta Magna de 1988, como o acesso à saúde e educação.

Depreende-se, portanto, que a inaptidão do Estado em propor soluções plausíveis impulsiona a perduração desse obstáculo. Nesse sentido, o Ministério da Educação, por meio das instituições de ensino, deve promover uma adequação ou implementação desse conteúdo, com intuito de educar os jovens acerca das consequências do tabaco e, dessa forma, criar um pensamento coletivo que possibilite a transposição desse impasse social. Ademais, o Ministério da Saúde, em parceria com a Mídia e seu poder de proliferação, procure conscientizar a sociedade de modo mais consistente, tudo isso, por intermédio de palestras na infovias e, assim, amenizar ou até erradicar essa adversidade.