Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/10/2020
Entre os períodos da Primeira Guerra Mundial até o início da Segunda Guerra Mundial, por volta de 1920 e 1940, a marca de cigarros Marlboro foi uma forte fonte persuasiva no âmbito publicitário, em que associou o tabaco à sinônimo de liberdade, poder e sexualidade, com foco no público feminino através das embalagens que esbanjavam luxúria e finesse. Desse modo, a tabacaria permaneceu forte no mercado e passou a investir no público masculino, por meio de propagandas que remetessem à vida no campo associados a figuras másculas,-Marlboro Man- que era estrelado por um ‘‘cowboy’’, até que o mesmo faleceu devido à um câncer de pulmão. Diante disso, a sociedade e as entidades de saúde passaram a ficar alertas acerca do grande mal do século: o tabagismo.
Em primeiro plano, é importante destacar que o hábito do fumo contribui com a insipiência de incontáveis doenças, sejam elas pulmonares ou cardiovasculares, também pode acarretar em doenças congênitas, - patologias causadas na vida intrauterina- caso a mãe fume durante à gravidez, além de diminuir significativamente a qualidade de vida do usuário ,pois, a fumaça tragada dificulta a chega de oxigênio nos pulmões, logo, o indivíduo torna-se mais cansado e indisposto. Essas são apenas uma ínfima parcela dos demais malefícios ocasionados por tal nocivo hábito, que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, mata mais de oito milhões de pessoas anualmente.
Outrossim, a nicotina é o principal princípio ativo do cigarro, na qual pode ser mais viciante do que a cocaína e a heroína,-drogas ilícitas- em razão de sua fumaça tóxica chegar ao cérebro em apenas dezenove segundos, causando sensação de prazer- devido aos hormônios dopamina e endorfina-, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Nesse viés, o motivo pelo qual a nicotina se equipara às drogas mais pesadas origina-se da rapidez em que o organismo excreta a substância, acarretando de forma corriqueira nos degradantes sintomas de abstinência-falta de droga no organismo- e ansiedade , levando ao fumo constante pelo usuário.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população acerca dos malefícios causados pelo tabagismo, urge que a Organização Mundial da Saúde (OMS) invista em campanhas no meio midiático para mitigar cada vez mais o número de fumantes no mundo, com o intuito de alertar aos usuários e não usuários sobre os problemas causados pelo fumo .Somente assim, será possível combater a suscetibilidade das massas ocasionadas pela paradoxal propaganda criada pela Marlboro, em que tal liberdade e poder estigmatizadas pela imagem do cigarro escondem a verdade por detrás dos rótulos: o aumento da probabilidade de adquirir câncer de pulmão e a redução da expectativa de vida.