Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 21/10/2020
A imprensa, criada por Gutenberg, tinha como objetivo a propagação do acesso à informação de forma rápida, democrática e eficiente para todos os indivíduos presentes na sociedade. Paradoxalmente, no cenário atual, há o descaso estatal com a distribução de informações sobre as consequências do consumo de tabaco e do descarte incorreto do produto na sociedade. Desse modo, a negligência pública fundamenta os processos de poluição ambiental e do surgimento de doenças relacionadas ao hábito de fumo no país.
Em primeira análise, a falta de conscientização sobre o descarte de produtos oriundos do tabaco promove a intensificação dos impactos ambientais no Brasil. Assim, as bitucas de cigarro possuem 4,7 mil substâncias tóxicas, segundo o Ministério da Saúde. Nessa ótica, o descarte incorreto pode acarretar na contaminação de solos, lencóis freáticos, entre outros e na consequente intoxicação por meio da ingestão de alimentos contaminados oriundos da pesca, agropecuária, entre outros.
Em segunda instância, o consumo de cigarros é um dos principais responsáveis pelo número de mortes no Brasil. Nessa conjuntura, o tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência da nicotina presente nos produtos à base de tabaco, segundo o Ministério da Saúde. Por conseguinte, a dependência química mantém o indivíduo como refém da substância e acarreta na produção de células cancerígenas que expressam os altos números de mortes provenientes do tabagismo no Brasil.
Portanto, é mister a criação de políticas públicas para sanar o avanço do impacto de tabagismo no país. Então, o Ministério da Educação, em conjunto com as prefeituras, deve investir na distribuição de informações educacionais, por meio da criação de palestras sócio-educativas, apresentadas por professores, em redes públicas de ensino para conscientizar a população sobre os impactos do tabagismo na saúde e no meio ambiente. De acordo com o educador Paulo Freire, a educação é a proposta mais eficiente para gerar transformações sociais, logo, os órgãos públicos devem priorizar o investimento em palestras educacionais para combater os efeitos do tabagismo no Brasil.