Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 22/10/2020
O impacto do cigarro na saúde e na economia
Arqueólogos estimam que o consumo de cigarros começou há oito mil anos, mas o bem só se tornou de consumo em massa no começo do século XX. O tabagismo torna-se rapidamente viciante por conta da alta dose de nicotina que se encontra no composto e, a partir de um alto consumo constante, põe-se o corpo em um estado mais vulnerável. Por esses motivos, se cria uma crise de saúde pública, em que 4,9 milhões de pessoas morrem anualmente devido ao tabagismo.
A priori, vício de cigarro se desenvolve majoritariamente na adolescência, com 58% dos fumantes e ex-fumantes alegando terem começado a fumar dos 15 aos 19 anos de idade. Como Mark Twain falou, parar de fumar é fácil - ele mesmo já o tinha feito cem vezes. Embora o SUS ofereça diversos métodos para superar a dependência, como adesivos e chicletes de nicotina, uma grande parcela da população não está ciente dos recursos por ele fornecidos.
Outrossim, uma das doenças mais recorrentes do mundo é o câncer de pulmão, sendo registrados 1,1 milhão de casos anuais. Cerca de 85% dos pacientes diagnosticados são fumantes ou ex-fumantes, seu quadro sendo oriundo do consumo constante de cigarros. Por isso, 21,4 bilhões de reais do dinheiro público são direcionados ao tratamento das doenças decorrentes do cigarro, enquanto apenas 6,3 bilhões são arrecadados em impostos da indústria.
Desse modo, o Ministério da saúde deve fazer maior divulgação dos recursos que o SUS dispõe para o combate ao vício de nicotina. Essa pode acontecer através de anúncios de televisão, a fim de que haja a democratização dessas medidas. Ademais, cabe ao cargo executivo propor um aumento de tributo sobre as fábricas de cigarro. Isso deve ocorrer por meio de nova legislação, a fim de desencorajar a produção do bem e mitigar o prejuízo econômico causado pelo mesmo. Sendo assim, há a mitigação do aumento de usuários e uma maior recuperação dos fumantes.